Seja dentro da sala de aula ou na dinâmica de aprendizado dos alunos, a educação passa por modificações constantes causadas pelas tecnologias
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Conhecer algumas dessas mudanças é essencial para a reflexão e análise crítica daquilo que se desenrola no cenário educacional ao redor do planeta
Impacto ou
mudanças? As duas
palavrassão muito diferentes e implicam concepções distintas sobre as
inovações técnicas e a maneira como elas são “inseridas” em nosso cotidiano. Na
educação, a discussão desenvolve questões ainda mais
polêmicas. Não apenas na metodologia de ensino e na forma como os alunos aprendem, mas também em questões econômicas, de mercado, como, por exemplo, a questão da distribuição das
tecnologias.
Se a educação que conhecemos não alcança todas as camadas da
sociedade, o que podemos pensar da
tecnologia digital no processo de aprendizado?
Mesmo assim, é impossível negar as transformações e oportunidades que as inovações digitais trouxeram para
alunos e professores. As possibilidades são tantas, positivas e negativas, que pode ser difícil enxergar claramente o horizonte que se estende na
educação. Conhecer algumas dessas mudanças é essencial para a reflexão e
análise crítica daquilo que se desenrola no cenário educacional ao redor do planeta.
Veja três mudanças e nos fale qual é sua opinião e experiência sobre o assunto:
Tecnologia na educação: 1) Burocracia e informalidade
A burocracia de muitas instituições faz com que as tecnologias encontrem pouco ou nenhum espaço dentro das salas de aula ou no cotidiano dos educadores. Principalmente em universidades e escolas públicas, os professores encontram a demanda na expectativa dos alunos pelo uso das tecnologias, mas não conseguem supri-la por conta das restrições econômicas e políticas. Isso faz com que o desenvolvimento profissional dos educadores na área tecnológica seja feita, na maioria das vezes, de maneira informal. Não necessariamente para dar aulas, mas para, pelo menos, entender melhor a linguagem dos estudantes, que cada vez mais insere conceitos online no cotidiano offline.
Tecnologia na educação: 2) Cotidiano dos educadores
Como falamos no tópico anterior, o cotidiano dos educadores está em mudança. Não basta entrar em sala de aula para usar as tecnologias. É necessário criar uma espécie de ”relacionamento” para que essas ferramentas sejam usadas de maneira efetiva. Se os professores não estiverem familiarizados com elas, o efeito obtido é o oposto do desejado. Desorganização, superficialidade e falta de objetivos ficam mais evidentes do que qualquer conteúdo. Além disso, é importante destacar a iniciativa de muitas escolas de simplesmente colocar as tecnologias em sala de aula – muitas vezes para fins meramente propagandísticos – como se isso fosse o suficiente para a educação efetiva.
Tecnologia na educação: 3) Custos
Esse é um dos pontos mais polêmicos na discussão, especialmente no cenário nacional. Para as escolas particulares, os obstáculos financeiros podem não ser vistos apenas como problema, mas também uma questão de investimento. E nas instituições públicas? Como tornar a inovação educacional algo que beneficie educadores e estudantes e não sirva de propaganda política? Não são apenas os aparelhos ousoftwares que demandam verba, mas também a capacitação de professores e a contratação de pessoas ou serviços para a manutenção. Enfim, o dinheiro utilizado valeria à pena? Quais recursos podem ser empregados sem custos? Que tipos de projetos os governos poderiam criar nesse sentido? Como dissemos anteriormente, é preciso muita reflexão para podemos enxergar claramente aquilo que ocorre atualmente em sala de aula e fora dela. Não são apenas os profissionais da educação que devem pensar nesses assuntos, mas também pais e estudantes. Afinal, a educação faz parte da vida de todos os cidadãos, estejam eles dentro ou fora das escolas.
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