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No Brasil, o projeto ganhou o nome de Pontos de Ciências e conta com parcerias locais para a implementação de laboratórios
O projeto internacional MicroGlobal Scope, da Science House Foundation - fundação americana que apoia e financia programas educativos de ciências e matemática em todo mundo -, está desde o início deste ano levando o conhecimento de ciência a um bairro vulnerável de Campinas, em São Paulo, e comunidades ribeirinhas do Acre. Por meio do MicroGlobal Scope, a fundação distribui microscópios a escolas e organizações sociais, além de fornecer uma plataforma virtual para que alunos compartilhem suas descobertas.
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No Brasil, o projeto ganhou o nome de Pontos de Ciências e conta com parcerias locais para a implementação de laboratórios – equipados com microscópios, câmeras e computadores – e para a capacitação de monitores que acompanham os alunos em suas descobertas.
De acordo com o portal Porvir, o primeiro Ponto de Ciência está acontecendo na ONG Anhumas Quero-quero, em Campinas, em parceria com o LNBio (Laboratório Nacional de Biociências). A organização atende cerca de 90 crianças e jovens com idade entre 6 e 18 anos de comunidades carentes da região, oferecendo atividades de reforço escolar, dança, música e oficinas de jornalismo. Em maio deste ano, a entidade passou também a ministrar aulas de ciências.
Os experimentos científicos são realizados por monitores voluntários e por adolescentes da própria ONG capacitados por Ana Carolina Zeri, uma das coordenadoras do Pontos de Ciências, pesquisadora na área de ressonância magnética nuclear e coordenadora do programa ensino e difusão do LNBio.
Através dos microscópios, eles enxergam a sujeira do aquário, observam os ovinhos dos peixes e também os protozoários. Já em outra atividade, observam a própria pele do braço e descobrem – como também se surpreendem – que, quando ampliadas milhares de vezes, as células dos braços são iguais aos dos outros colegas, mesmo daqueles que têm tom de pele diferente dos seus.
Outros Pontos de Ciências ainda estão em fase de implementação no Acre. Em parceria com o programa Involking The Pause, dos Estados Unidos, os coordenadores do projeto visitaram comunidades indígenas e extrativistas para onde levaram kits de microscópios.
No Centro Yorenka Ãtame, no município de Marechal Thaumaturgo, a equipe de cientistas capacitou professores para levar às crianças e adolescentes noções sobre como observar os micro-organismos, descobrir os seres vivos que vivem no rio e a importância de se filtrar a água. Agora, os professores-monitores são acompanhados e tiram suas dúvidas via Facebook. O projeto também implementou outro ponto de ciência na aldeia indígena Apiwtxa.
Fonte: Universia Brasil
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