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terça-feira, 22 de maio de 2012

Profissionais inventam doenças para faltarem trabalho e acompanharem eventos esportivos


Estudo internacional aponta, por exemplo, que 58% dos profissionais chineses simulam doenças para assistirem a atividades desse tipo


Uma pesquisa global, realizada pela Workforce Institute (da Kronos Incorporated) e conduzida pela Harris Interactive revela que funcionários ao redor do mundo dizem estar doentes para faltar ao trabalho e acompanhar algum evento esportivo. A pesquisa "Sideline by Sports" também aponta quais esportes causam aumento do absentismo em cada região e como os trabalhadores sentem-se ao simular uma doença.
Segundo o levantamento, os chineses são campeões nesse quesito: 58% dos profissionais do país já inventaram alguma vez que estavam doentes para poderem faltar ao trabalho e acompanharem eventos esportivos. Entre os outros países pesquisados, a Índia apresenta 48%, Reino Unido, 24%, México, 21%, Austrália, 19%, Canadá, 13% e Estados Unidos, 11%. Apenas 1% dos funcionários da França simulam doenças com esse fim.
Os entrevistados também admitiram simular doença para faltar ao trabalho um dia depois do evento esportivo, com a justificativa de ser necessário um dia de folga para descansar: 54% na China, 41% na Índia, 23% no Reino Unido, 19% na Austrália, 16% no México, 9% no Canadá, 7% nos Estados Unidos e 1% na França.
Torcida no estádio de futebol
Imagem: Thinkstock


Entre os esportes que oferecem maior probabilidade de gerar faltas entre os funcionários, estão:

- Futebol

(nas regiões da Austrália, França, México e Reino Unido)

- Futebol americano

(nos Estados Unidos)

- Basquete

(na China)

- "Hockey"

(no Canadá)

- "Cricket"

(na Índia)
Quanto questionados sobre como os gerentes poderiam evitar as ausências por simulação de doença, a principal resposta, em todas as regiões, foi a existência de horários de trabalho mais flexíveis. No caso da Índia, a sugestão empatou com a possibilidade de trabalhar de casa. Além disso, permitir folgas não remuneradas e criar benefícios como a sexta feira de verão foram opções escolhidas com mais frequência em todas as regiões.
"As ausências não planejadas refletem, com impacto significativo, nas folhas de pagamento das organizações", afirma Luis Moura, diretor da Kronos para o Brasil e Caribe.
"A pesquisa aponta que funcionários simulam doenças para assistir jogos ou, até mesmo, participar de atividades esportivas. O gerenciamento mais efetivo dessas ausências, tornando-as, por exemplo, planejadas, reduz os custos, aumenta a produtividade e melhora a autoestima dos funcionários", completa o executivo.
De acordo com outra pesquisa recente, realizada pela Mercer e patrocinada pela Kronos, ausências não planejadas, como quando o funcionário avisa no último minuto, custam 8,7% da folha de pagamento anual de cada organização.

A pesquisa apresenta resultados da Austrália, Canadá, China, França, Índia, México, o Reino Unido, e os Estados Unidos.  

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