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terça-feira, 29 de maio de 2012

Cinco lições do Guia do Mochileiro das Galáxias para a vida profissional


Obra escrita por Douglas Adams faz representações metafóricas e profundas sobre a vida real, as situações que enfrentamos, as hierarquias e as firulas sem sentido da sociedade


"Muito além dos confins inexplorados da região mais brega da Borda Ocidental desta Galáxia, há um pequeno sol amarelo e esquecido. Girando em torno deste sol, a uma distância de cerca de 148 milhões de quilômetros, há um planetinha verde-azulado absolutamente insignificante, cujas formas de vida, descendentes de primatas, são tão extraordinariamente primitivas que ainda acham que relógios digitais ainda são uma grande ideia". 
Essas são as primeiras linhas da bíblia dos nerds. Ela não fala sobre criação, cosmogonia nem tem um timbre religioso. Mas mesmo assim conseguiu arrebanhar milhões de adeptos mundo afora, com várias características em comum, que encontraram nos escritos a sabedoria para formar uma identidade e reclamar seu lugar no mundo. E é um lugar bem ambicioso... tipo o que é ocupado por executivos e presidentes.
O primeiro livro da série "O Mochileiro das Galáxias" foi escrito em 1978 pelo britânico - mas nada fleumático - Douglas Adams. Na verdade não era para ser um livro, e sim uma série radiofônica, mas depois virou livro. E embora alguns críticos considerem que a saga termina no quarto volume ("Até mais, e obrigado pelos peixes"), outros admitem que "Praticamente inofensiva" é uma parte integrante da famigerada série. E um sexto livro apócrifo, escrito após a morte de Adams por Eoin Coifer ("E tem outra coisa"), almejou juntar-se ao panteão. Enfim, é um pouco complicado explicar, só entende quem lê.
Em linhas gerais, a obra, apesar de esbanjar uma carga considerável de ironia e ter como palco nada menos do que o Universo, faz representações metafóricas profundas sobre a vida real, as situações que enfrentamos, as hierarquias e as firulas sem sentido da sociedade. É como se observássemos de fora como as coisas acontecem no planetinha verde-azulado, cujos habitantes não estão nem aí para o que acontece fora dele, e quem está fora tampouco se importa muito com a Terra - a ponto de demoli-la para construir uma via expressa hiperespacial (uma catástrofe terrível e idiota).
Ah, claro... não podemos nos esquecer do Marvin