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terça-feira, 25 de setembro de 2012

A estratégia das balinhas no mercado aéreo


Saiba como a redução de custos das empresas aéreas altera o atendimento aos clientes e o impacto que isso tem no comportamento do consumidor desse serviço


Mudanças de mercado, aumento da concorrência, controle de custos e busca de maior rentabilidade são alguns dos motivos que exigem adaptações constantes das empresas, permitindo a sobrevivência e competitividade. No mercado aeroviário presenciamos nos últimos anos empresas tradicionais simplesmente desaparecerem e o surgimento de novas empresas com participação consolidada num mercado altamente competitivo e alegadamente descrito como de baixa rentabilidade.
Empresas dominantes tais como Gol e Tam vivem processos de constantes mudanças que incluem corte de custos operacionais. Recentemente a Gol passou a vender lanches durante os voos e deixou de servir até mesmo as tradicionais barrinhas de cereal ou amendoim, estratégia que segue modelo da empresa americana Southwest Airlines uma das precursoras dos voos de low cost.
Num processo semelhante, porém menos agressivo de redução de custos, a Tam alterou o cardápio dos seus voos, e em alguns trechos chega a oferecer uma única bolachinha recheada para os clientes até então acostumados com um serviço de bordo diferenciado. Já a Gol foi mais além na sua estratégia de redução de custos, quando simplesmente cortou as balinhas servidas antes do voo. Não me cabe fazer criticas em relação às estratégias adotadas por essas empresas, mas como cliente e escritor especializado em marketing fico pensando até que ponto deixar de servir balinhas no voo vai ter influencia significativa nos custos de uma empresa que em 2011 fechou o ano com 35 milhões de passageiros transportados e lucro em caixa de R$ 2,1 bilhões.
Atualmente ambas estão cobrando uma taxa extra para os chamados "assentos conforto" que são as fileiras nas saídas de emergência que por razões de segurança tem maior espaço entre as poltronas. Particularmente eu concordo que por serem poltronas diferenciadas elas podem ter um custo extra ao cliente, porém o absurdo é ver passageiros sendo convidados a se retirarem dessas poltronas depois do embarque encerrado e tradicionalmente liberado para escolha de assentos livres. Qual é o objetivo de uma companhia aérea em gerar constrangimento desnecessário a clientes que como eu voam mais de 100 trechos por ano?
Espaços cada vez menores entre as poltronas, serviço de bordo limitado, venda de lanches a preços pouco convidativos e corte de balinhas geram desconforto ao cliente. O que os consumidores se pode esperar daqui para frente? Talvez passem a cobrar para usar o banheiro, para ligar a luz de leitura, para utilizar o compartimento de bagagem, estabelecer preços diferenciados pelas poltronas da janela e do corredor, cobrar pelos saquinhos de desconforto caso alguém passe mal além de comercializar as revistas de bordo.
Na Europa empresas como a Ryanair cobram por vários itens dentre alguns citados, mas tem baixíssimo custo de passagens. Além disso, foram empresas estrategicamente formadas com esse conceito, ou seja, o cliente sempre soube o que estava comprando, diferentemente das nossas empresas que o cliente não sabe o que terá direito ao entrar no próximo voo. Por isso não se surpreenda se ao entrar no avião ouvir pelo sistema de autofalantes a seguinte mensagem: "Prezados clientes, é um prazer tê-los voando conosco, queremos apenas informar que antes de utilizarem o toalete adquiram os tickets com as aeromoças com as diversas opções disponíveis para a sua utilização e tenham uma excelente viagem."

Mercado eleva projeção para Selic neste ano a 7,50%


E, pela primeira vez após sete reduções seguidas, os analistas consultados deixaram inalterada a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012 a 1,57 por cento


SÃO PAULO, 24 Set (Reuters) - O mercado elevou a projeção para a Selic neste ano para 7,50 por cento, ante 7,25 por cento anteriormente, ao mesmo tempo em que ampliou a perspectiva para a inflação a 5,35 por cento ante 5,26 por cento, mostrou a pesquisa Focus, do Banco Central, divulgada nesta segunda-feira.
E, pela primeira vez após sete reduções seguidas, os analistas consultados deixaram inalterada a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012 a 1,57 por cento

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Conheça 7 novas profissões que estão em alta no mercado de trabalho


Pesquisa da Michael Page aponta as carreiras que são destaque no mercado, inclusive no Brasil


Com o objetivo de entender as adaptações sofridas pelo mercado diante das variações da economia, a consultoria Michael Page realizou uma pesquisa em cinco países (Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, França e Brasil) que mostra as atividades que nasceram a partir das necessidades desse mercado que muda constantamente.
"São profissões muito especializadas, que atendem a demandas atuais e futuras. A perspectiva para os próximos anos é de ampliação no campo de trabalho desses cargos", diz Paulo Pontes, presidente da Michael Page no Brasil.
Veja os sete novos profissionais que, de acordo com a parte brasileira da pesquisa, se destacam nas empresas atualmente: 
Imagem: Thinkstock


Gerente de treinamento do Varejo

O que faz: treina os funcionários de cada ponto de venda da empresa. Antes, o costume era que a empresa adotasse um treinamento-padrão para todos os funcionários que lidam com o público; hoje, considera-se mais produtivo contar com profissionais que elaboram programas específicos conforme as características dos consumidores locais. 
Formação: administração de empresas, recursos humanos e psicologia.
Quem contrata: empresas do setor de varejo.
Salário médio: 8 mil a 12 mil reais.

Gerente de Identidade Visual

O que faz: em redes varejistas, é encarregado de talhar cada ponto de venda ao perfil do público que o frequenta. Ele define, por exemplo, a linha de produtos que deve ganhar destaque em determinada loja, a maneira como seus vendedores devem abordar a freguesia e as ações promocionais mais proveitosas. Deve, enfim, cunhar uma identidade para a loja ao mesmo tempo em que cuida para que ela não se sobreponha à imagem da marca nem entre em choque com ela.
Formação: publicidade e propaganda, marketing e administração, com experiência em varejo.
Quem contrata: empresas do setor de varejo, em especial no segmento de luxo.
Salário médio: 8 mil a 12 mil reais.

Gerente de comunidade

O que faz: atua diretamente na comunicação com o consumidor por meio de redes sociais, blogs e fóruns on-line. É responsável, por exemplo, por impedir que as reclamações sobre um produto ou serviço de sua empresa divulgadas no Twitter ou no Facebook se transfo rmem em virais negativos na internet.
Formação: marketing e publicidade e propaganda.
Quem contrata: agências de comunicação e empresas que atuam nas redes sociais.
Salário médio: 7 mil a 10 mil reais

Gestor de reestruturação

O que faz: nos bancos, gerencia a carteira de clientes endividados, que abrange as empresas em dificuldades decorrentes, principalmente, da crise econômica de 2008. Embora grande parte dos gestores de reestruturação atue no setor bancário, há profissionais também dentro das companhias, com a missão de colocar a situação financeira da empresa nos eixos.
Formação: gestão e administração de empresas, economia e engenharia, com pós-graduação em finanças e experiência comprovada em áreas de risco de crédito.
Quem contrata: instituições financeiras e empresas de grande porte do setor privado.
Salário médio: 14 mil a 24 mil reais

Gerente de projetos

O que faz: joga no meio de campo entre o departamento de TI e as demais áreas da empresa. Por um lado, ele leva as necessidades dos diferentes departamentos da companhia aos técnicos de sistemas da informação. No caminho inverso, aponta aos funcionários as limitações dos recursos de TI. Como ele dialoga com grupos que muitas vezes não se entendem — tecniquês e juridiquês, por exemplo, são dois idiomas distintos —, a capacidade de comunicação é a sua principal característica.
Formação: engenharia e informática.
Quem contrata: médias e grandes empresas de todos os segmentos.
Salário médio: 12 mil a 20 mil reais.

Gerente de relações governamentais

O que faz: é o interlocutor da empresa junto a órgãos governamentais e agências reguladoras, como Anatel e Aneel. Sua área de atuação é vasta: inclui desde questões legais até assuntos socioambientais. Por isso, o cargo exige um profissional que tenha grande capacidade de comunicação e, ao mesmo tempo, muito conhecimento e aptidão para os meandros da burocracia — uma combinação difícil, que, quando preenchida com eficiência, pode levar aos mais altos salários entre aqueles oferecidos por essas novas profissões.
Formação: comunicação, direito, administração de empresas, relações internacionais ou ciências sociais, de acordo com a área de atuação da companhia.
Quem contrata: empresas de grande porte, principalmente aquelas sob a supervisão de órgãos reguladores.
Salário médio: 12 mil a 45 mil reais

Gerente de marketing online

O que faz: elabora a estratégia de marketing de uma empresa nas mídias sociais, como Twitter e Facebook, de acordo com o público específico que se quer atingir e a rede social que se deve utilizar. Na Europa e nos Estados Unidos, os profissionais desse ramo já contam com experiência de até dez anos no currículo. No Brasil, o marketing on-line só agora começa a se expandir — daí a carênciade profissionais experientes nessa área.
Formação: publicidade, propaganda e marketing.
Quem contrata: agências de comunicação e empresas que atuam nas redes sociais
Salário médio: 8 mil a 15 mil reais 

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Mercado da terceira idade: por que você precisa ficar atento a ele?


São 15 milhões de pessoas, o que significa 14% da população brasileira. Mesmo assim, são poucas as empresas que exploram este nicho de mercado de maneira consistente e adequada


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Imagem: Thinkstock
Composto por 15 milhões de pessoas ou 14% da população adulta, as pessoas acima dos 60 anos são responsáveis por mais de 47 milhões de domicílios. Com renda média de R$ 866 reais, são formadores de opinião das famílias, decidindo ou influenciando as decisões de compras.

O avanço da medicina e a melhoria da qualidade de vida fizeram com que a expectativa de vida do brasileiro chegasse aos 72 anos, avançando 17 anos desde 1960. Ainda estamos longe de países como o Japão, onde a expectativa é de 82 anos, porém um pouco melhores que os 67 da média mundial. Tudo indica que em 2020 sejam mais de 30 milhões de brasileiros neste grupo. Ou seja, o dobro do que temos hoje!

quarta-feira, 16 de maio de 2012

O fim das fraldas Johnson & Johnson: as vantagens de um bom portfólio

A empresa foi uma das grandes responsáveis por criar e divulgar as fraldas descartáveis, transformando-se em sinônimo do produto. Agora não as vende mais


Acredito que poucos consumidores, tais como titias, avós e mamães, tenham notado a saída da multinacional Johnson & Johnson do mercado de fraldas descartáveis, ocorrida há algumas semanas. A empresa foi uma das grandes responsáveis por criar e divulgar a categoria, transformando-se em sinônimo do produto. Este pioneirismo fez com que liderasse com folga o segmento nos anos 70 e 80.

A abertura de mercado nos anos 90 possibilitou a entrada de novos produtos de baixo custo, os quais literalmente descartaram a liderança da empresa, cuja participação antes da saída do mercado girava em torno de míseros 10%. Vale salientar que em território americano a produção já havia sido extinta há mais de vinte anos. Conforme divulgado, agora o foco estará em produtos com maior inovação e tecnologia.
Para ilustrar este movimento trago a matriz BCG, desenvolvida pela consultoria Boston Consulting Group, cujo objetivo é estudar o portfólio de produtos das empresas, correlacionando-os com seu ciclo de vida e retornos financeiros. Construída com base em quatro grandes quadrantes - ponto de interrogação, estrela, vaca leiteira e abacaxi - tendo em seus eixos as variáveis: participação de mercado e taxa de crescimento.
Fraldasjohnson&johnson
Imagem: divulgação