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terça-feira, 17 de julho de 2012

Cauda longa: diversifique e tenha melhores resultados


Na web você não deve concentrar seu mix apenas em produtos mais vendidos, mas também ter o portfólio abrangente para atender os nichos


A Cauda Longa (Long Tail) é um conceito de 2004 que ainda está se consolidando no Brasil, principalmente no comércio eletrônico. Ele é baseado no fato de que milhares de produtos distintos, segmentados e vendidos em pouca quantidade têm valor comercial igual aos itens best-sellers/populares (poucos produtos que geram o maior volume de vendas) e geralmente são mais rentáveis para a operação.
Resumindo, na web você não deve concentrar seu mix apenas em produtos mais vendidos, mas também ter o portfólio abrangente para atender os nichos. Este conceito logo foi incorporado nas ações de links patrocinados no Google, que também levam a mesma lógica de que investir em diversas palavras de nicho é interessante e com retorno muito maior do que as palavras mais concorridas no leilão.

Ou seja, para uma ação de sucesso em marketing digital é necessário ter como base que a cauda longa e não se aplica somente à estratégia comercial ou de adwords de um determinado segmento. Muito mais que isso! É um conceito amplo e que pode (e deve) ser aplicado em todas as ações de marketing digital de uma loja de produtos on-line, principalmente nas ações de mídia externa.

A concentração de todo o budget de marketing em poucos canais tende a gerar maior dependência e risco. E com isso o negócio e ROI (Return on investiment) podem ficar comprometidos com qualquer alteração na negociação com os veículos, como queda pontual de conversão, variação na audiência e etc.

Por isso o conselho é simples: não concentre apenas em grandes portais, links patrocinados e comparadores de preço, como a maioria faz. Esses canais têm muita importância, pois geram volume, mas o poder de negociação com eles é, na maioria das vezes, baixo.

A cada dia torna-se extremamente necessário abrir outras frentes como parcerias sem custo baseadas em desconto/benefício, ações de e-mail marketing, compras coletivas, sites e portais segmentados, por exemplo.
Com certeza é mais trabalhoso fazer a gestão com essa diversidade de canais, mas sem nenhuma dúvida compensará muito mais, com resultados e investimento financeiro certeiros.

Francisco Cantão é um dos sócios da Proxy Media, agência de marketing digital focada em e-commerce

quinta-feira, 24 de maio de 2012

A internet e os filtros-bolha: não somos tão livres assim


Personalização extrema do conteúdo online leva à formação de filtros que impedem os usuários de ter contato espontâneo com informações classificadas como menos relevantes pelos algoritmos


O modelo de comunicação em rede, onde os usuários podem se conectar uns aos outros em qualquer canto do planeta, certamente provocou um profundo impacto na política, na economia, na cultura e nos negócios. Conceitos como Ciberdemocracia, wiki, Creative Commons e outros só existem porque a nossa comunicação não é mais mediada apenas por grupos editoriais por trás dos jornais e programas de TV, mas sim por servidores, operadoras de telefonia e motores de busca. A comunicação ficou mais horizontal, interativa, abrangente, inclusiva e participativa.

A evolução das tecnologias mediadoras - bem como dos interesses corporativos por trás da galáxia internet - estão enviesando essa pretensa liberdade sem que, muitas vezes, ninguém perceba. As operadoras podem copiar seus dados de navegação para fins publicitários na surdina, por exemplo - vide o caso da parceria entre a Oi e a Phorm. Outras vezes, somos nós quem concedemos essa liberdade - quando um aplicativo do Facebook solicita muitas permissões, digamos, e não nos preocupamos em revogar ou questionar.