Páginas

Mostrando postagens com marcador ansiedade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ansiedade. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 26 de junho de 2012

Veja 5 dicas para lidar com ansiedade e ter sucesso na primeira entrevista de emprego


De acordo com especialista, a aflição do momento pode ser dominada com uma preparação adequada


Antes e durante a primeira entrevista de emprego, é comum que o jovem profissional fique nervoso e ansioso. No entanto, estas sensações são normais e podem ser controladas, de acordo com Maurício Sampaio, educador e especialista em orientação vocacional.
"A pressão é normal, vai além do momento da entrevista. Muitos jovens se sentem pressionados pelos amigos que já estão empregados, pelos pais e pela necessidade de conseguirem uma vaga o mais rápido possível", afirma Maurício Sampaio.
De acordo com o educador, a aflição do momento pode ser dominada com uma preparação adequada. "Estudar bem a empresa, analisar os projetos, produtos e serviços dela é fundamental. E já imaginar como, com seu talento, você poderá ajudá-la. Essa é uma pergunta bastante comum", explica o especialista.
Imagem: Thinkstock

Visualizar antecipadamente a entrevista também auxilia. "Por alguns momentos, feche seus olhos e veja a imagem da entrevista, aquilo que seria o ideal, com você calmo, falando com firmeza, interagindo. Essa estratégia é poderosa e ajuda a acostumar seu cérebro para o que está por vir", ensina Maurício Sampaio.
Confira outras 5 dicas do especialista:
1) Antes da entrevista, pare e pense por alguns instantes no que você quer para sua vida. Na hora, mostre-se firme no que você deseja. Para as empresas, não existe nada mais positivo que contratar uma pessoa que sabe o que quer.
2) Chegue ao local da entrevista com, no mínimo, 20 minutos de antecedência. Isso ajuda a acalmar.
3) Leve seu CV impresso e em bom estado. Não esqueça de inserir nele suas competências, habilidades e seu talento, aquilo que você faz melhor.
4) Muito cuidado com a roupa! Se for fazer uma entrevista em uma agência de publicidade, usar terno não tem nada a ver, mas se for numa multinacional, tradicional, no mínimo terno sem gravata.
5) Cuidado com seus gestos. Muitos movimentos demonstram nervosismo. 

A tecnoangústia do quanto é necessário saber


Num mundo em que as pessoas são cercadas de informações por todos os lados, não saber nada sobre certos assuntos pode ser tão importante para a saúde mental quanto o silêncio o é para a música


Uma das avaliações que em muitas circunstâncias torna-se provocativa ao longo da vida é o quanto podemos - e devemos - saber. Com o crescimento da velocidade dos meios que nos dão acesso às informações foi criada inclusive uma expressão para caracterizar este sintoma. Ela se tornou conhecida como a 'tecnoangústia'.

O excesso de informação provoca a angústia típica dos tempos atuais e leva à conclusão de que, às vezes, saber demais é um problema.
Como curiosidade vale registrar que uma edição de fim de semana do jornal "New York Times" contém mais informação do que uma pessoa comum poderia receber durante toda a vida na Inglaterra do século XVII. Todos os anos são produzidos 1,5 bilhão de gigabytes em informação impressa, filmes ou arquivos magnéticos. Atualmente existem mais de 2 bilhões de paginas disponíveis na Internet. Até o início dos anos 90 a televisão brasileira tinha menos de dez canais. Hoje há mais de 100 emissoras no ar, em diversas línguas, com especialidades diferentes.
Por trás desses elementos, há um fenômeno mais geral. Países, empresas, escolas, famílias estão se rearticulando em outros modelos numa velocidade nunca vista. Mudar é um inferno para a maioria das pessoas. Mais infernal ainda é a sensação de que o mundo está girando a muitas rotações a mais do que nós mesmos.
Segundo o escritor americano Wayne Luke "o mal estar de nosso tempo é a inadequação, o sentimento opressivo de que as outras pessoas estão fazendo as coisas certas, lendo os livros que contam e usando os computadores e programas mais modernos enquanto nós estamos ficando para trás na carreira ou nos relacionamentos".
alt
Imagem: Thinkstock

Aos 65 anos, o americano Richard Saul Wurman – que é arquiteto por formação, construiu prédios, foi empresário, organizou eventos e durante muitos anos foi cartógrafo, mas considera que só atingiu o sucesso quando resolveu criar sua própria profissão, a de arquiteto da informação. Desde então escreveu mais de 75 livros sobre os mais variados assuntos, de medicina a mercado financeiro, sobre animais de estimação e turismo.
Diz ele que seu segredo é não saber absolutamente nada sobre o tema sobre o qual vai escrever. Assim, tudo que descobre é o que interessa à maioria das pessoas.
Para ele, "num mundo em que as pessoas são cercadas de informações por todos os lados, não saber nada sobre certos assuntos pode ser tão importante para a saúde mental quanto o silêncio o é para a música".
Mas não são apenas as pessoas que nunca usaram um computador que podem ficar ansiosas com os efeitos das mudanças tecnológicas. As notícias frequentes sobre os incríveis avanços da tecnologia provocam ansiedade entre todos nós.
Em certas áreas, os conhecimentos de uma pessoa podem ficar ultrapassados em seis meses. E um dos setores mais atingidos por estes avanços tecnológicos é o da própria tecnologia. Este setor não apenas usa tecnologias para desenvolver produtos e serviços, mas também investe pesadamente em pesquisa e desenvolvimento. O aspecto mais difícil da 'tecnoangústia' consiste em aceitar o fato de que precisamos mudar. Depois disso, será preciso encontrar maneiras de superar os medos que nos impedem de realizar as mudanças que nos permitirão ter êxito com a tecnologia – e não apesar dela.
Segundo os estudiosos do tema esta não é a primeira vez que o mundo vira de cabeça para baixo como resultado dos avanços tecnológicos. A transição da sociedade agrícola para a sociedade industrial, no início do século XIX, resultou em avanços tecnológicos. Um exame das cartas, diários íntimos e jornais, escritos e publicados na época, mostra que, a cada onda de mudanças, as pessoas ficavam mais e mais ansiosas.
Primeiro, houve o êxodo rural com a entrada das novas tecnologias no campo, pois estas reduziam a necessidade de mão-de-obra agrícola. O trabalho nas fazendas foi desaparecendo à medida que novas indústrias, como a têxtil, criavam empregos nas cidades.
Posteriormente alguns empregos urbanos também iam desaparecendo na medida em que as novas indústrias criadas pela tecnologia descobriam maneiras novas e mais eficientes de produzir bens.
Mas hoje, ao analisarmos o resultado final – que é a melhoria do padrão de vida dos países industrializados – dificilmente poderíamos dar total razão àqueles que eram contra as mudanças tecnológicas.