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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Quais as chances de sucesso de quem não tem diploma universitário?


Alguns nomes como Silvio Santos, Mark Zuckerberg, Raul Randon, Steve Jobs, chegaram lá

Quais as chances de sucesso de quem não tem curso superior? Depende. Alguns grandes executivos não tem diploma de formação universitária, mas é bom lembrar que esses bilionários são uma parcela mínima dos grandes nomes do mercado mundial.
Para o diretor geral da Trabalhando.com, Caio Infante, o mercado de hoje é diferente e os recentes casos de sucesso estão no ponto com, como os cases de Mark Zuckerberg, presidente do Facebook, Bill Gates e Steve Jobs. “Essas pessoas eram visionárias”, diz.
O gerente de vendas da Michael Page, Zuca Palladino, acredita que para o empreendedor não é a formação acadêmica que vai guiar o sucesso, pois ele vai empreender na prática. “A vivência é um equilíbiro entre a teoria e a prática”. 

Aproveitando as oportunidades

Antigamente começar um negócio era mais difícil, sem as oportunidades da internet, das franquias, e os investimentos recebidos. No entanto, o diretor da Trabalhando.com, destaca que na época em que Samuel Klein, por exemplo, começou o seu negócio, as possibilidades eram melhores aproveitadas, com menor concorrência e até mais espaço físico para desenvolvimento de um negócio.
O fator sorte é creditado a muitos desses nomes, mas Infante acredita que a sorte de alguns desses empresários, “se é que podemos usar essa palavra”,  foi a de ter nascido em uma outra época, que não tinha tanta diversidade e os negócios não eram tão pulverizados. “Mas, somente sorte, talvez em 2% dos casos”.
Segundo Infante sorte é a combinação de oportunidade e competência, a união desses dois acasos. “Tantas outras barraquinhas estavam ao lado do Silvio Santos e quem hoje é dono do SBT, entre outras coisas, é ele”. 
Raul Randon, do Grupo Randon, José Carlos Semenzato, do Grupo SMZTO Participações, holding de franquias multisetoriais, Eike Batista,  Michae Dell, fundador da Dell, são alguns nomes que criaram impérios sem terem um dia recebido um diploma de curso superior.

Empreendedorismo ou carreira

"Se não for empreender, chegar a liderança em uma companhia, sem formação superior é mais difícil", avalia o gerente de vendas da Michael Page. Essas pessoas com marca empreendedora que começam em uma empresa e chegaram ao comando, são na maioria caso de herança familiar. Para ele, era comum, quando se trabalhava no negócio da família, muitas vezes não dar importância de investir em educação.
A cobrança da formação superior é maior principalmente em companhias multinacionais, acredita Palladino. “É preciso ter uma formação acadêmica, independente do caminho que vai seguir”.

Tecnologia

Com o modelo atual de economia e sem investimento é mais difícil conseguir o sucesso desses grandes negócios que já explodiram. O diretor da Trabalhando.com lembra que nos últimos dez anos muitas coisas surgiram com a chegada da tecnologia. Por isso, ele acredita que quem consegue chegar lá tem o auxílio das ferramentas tecnológicas.
Regionalmente, Infante lembra de casos brasileiros como o do Magazine Luiza e do Ricardo Eletro. “Acho que os casos de sucesso talvez ainda venham do interior, é mais fácil ver quem começou com um negocinho e hoje tem um grande empreendimento”. O on-line fez com que esses negócios ganhassem o mundo.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Startups: segredo do sucesso não está na ideia e sim na execução


O problema é que as pessoas têm receio de compartilhar suas ideias, o que pode atrapalhar o sucesso de uma startup. Isso acontece por diversos motivos


Tudo começa com uma visão. Quando se tem aquela ideia de um produto ou serviço, uma das primeiras coisas a se fazer é validá-la. Isso pode ser realizado de duas maneiras: colhendo opiniões de outras pessoas que, preferencialmente, tenham perfil diferente; ou gerando rapidamente versões pequenas e simplificadas do produto para que outros experimentem e ofereçam feedback.
O problema é que as pessoas têm receio de compartilhar suas ideias, o que pode atrapalhar o sucesso de uma startup. Isso acontece por diversos motivos. Um deles é o medo de ser copiado. Esse receio não deveria existir, pois, diferentemente do que muitos acreditam, a ideia não é o fator mais importante para uma startup ser bem-sucedida, mas sim a sua execução e o prazer que ela possibilita aos clientes. O Google e o Facebook, por exemplo, não nasceram de ideias inovadoras, mas conseguiram executar melhor a proposta e oferecer uma experiência melhor aos usuários.
O medo das críticas e o pensamento de que uma ideia ainda não está pronta é outro problema. O fato é que ela nunca está, e o futuro empreendedor sempre achará que falta algo, entrando em um efeito chamado de "analysis paralysis". A verdade é que a maior parte dos produtos que deram certo na internet hoje proporciona retorno financeiro com um modelo de negócio completamente diferente do que havia sido pensado inicialmente. Foi o que aconteceu com o Instagram, que inicialmente era um programa complicado chamado de Burbn, e depois foi adaptado para o aplicativo de sucesso conhecido hoje.
Como na formação de uma banda de rock, para colocar de pé uma startup é preciso buscar profissionais que complementem uma ideia. Uma possível formação para a "banda" seria pelo menos um programador, um designer e um profissional de marketing.
Uma startup, portanto, envolve experimentação. Para ter sucesso, é preciso quebrar barreiras e deixar de lado conceitos como plano de negócios e a maioria das técnicas normalmente ensinadas em livros de empreendedorismo e em MBAs.
Alexandre Magno é sócio-fundador da Adaptworks, líder no mercado brasileiro de capacitação e implementação corporativa de métodos ágeis.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

5 dicas para não cair no conto das receitas de sucesso infalíveis


Muitos dos maus conselhos oferecem ideias genéricas demais e falham em dar uma indicação de causa e efeito, adverte autor


Como chegar ao primeiro milhão, como ter sucesso, como conseguir o que deseja. Basta uma pesquisa na internet ou visita às livrarias e somos bombardeados por receita sobre como chegar ao sucesso nas mais diversas áreas. Mas será que podemos mesmo confiar nas fórmulas mágicas? Simplesmente segui-las à risca basta?
Segundo Fábio Zugman, colunista do Administradores.com e autor de diversos livros sobre Administração, essa aparente facilidade possui dois lados. "A vantagem, hoje em dia, é que há muita informação, não importa a área que você deseja estudar. Mas é preciso tomar cuidado. Junto com esse volume também há falsos profetas e até pessoas bem intencionadas que oferecem uma 'sabedoria' que pode prejudicar mais que ajudar", afirma.
Para Zugman, muitos dos maus conselhos oferecem ideias genéricas demais e falham em dar uma indicação de causa e efeito. "O que acontece é que os conselhos que vemos por aí são abstratos demais, procuram se adaptar a qualquer situação, ou ainda falham em dizer o que, exatamente, devemos esperar com determinadas ações. Primeiro, é comum as pessoas se desiludirem. Se você acha que bastam cinco passos para o sucesso, o que acontece quando você se esforça nos tais cinco passos e o sucesso não chega? O que acontece quando o primeiro milhão, a promoção ou qualquer outra coisa, demorar mais que os livros de autoajuda prometem?", questiona.
Segundo Zugman, é preciso lembrar que no mundo real as coisas nem sempre são simples. Mesmo estando no caminho correto, uma pessoa pode demorar mais que outra para dar certo e, consequentemente, pode se sentir frustrada e desistir antes da hora.
Imagem: Thinkstock

Confira as dicas do autor para evitar as armadilhas das "receitas de bolo":

Tome cuidado com conselhos que parecem "fáceis demais"

Se fosse fácil acumular um milhão de reais, virar presidente da empresa onde trabalha ou transformar seu pequeno negócio em uma grande e reconhecida marca, mais pessoas o fariam. Pergunte-se: no mundo real, quantas pessoas realmente chegaram ao objetivo seguindo tais conselhos?

Esqueça os "métodos sem erros"

É comum vermos métodos à prova de falhas anunciados por aí. Na vida real, as coisas dão errado. Empresas quebram e perdem clientes, investidores fazem escolhas erradas, profissionais são preteridos em suas carreiras. O mito de que existem coisas "sem erro" é um dos mais danosos: na vida real, as pessoas que alcançam o sucesso, onde quer que seja, são justamente aquelas que aprenderam que erros acontecem. Por isso se preparam para quando as coisas saírem erradas e procuram aprender com essas situações. De nada adianta ficar se culpando. O negócio é aprender e seguir em frente.

Desconfie

Se alguém tivesse uma fórmula mágica, porque dividiria ela com outros? Geralmente, essas fórmulas são usadas como propaganda para outros produtos, como palestras, cursos e consultorias. Procure pensar na real motivação das pessoas que oferecem conselhos. Os melhores conselhos costumam vir de estudiosos que realmente amam o que fazem, e os piores daqueles que estão tentando ganhar um dinheiro rápido com um assunto da moda.

Procure diferenciar o genérico de seu caso específico

Recentemente, recebo muitas questões de profissionais perguntando se imóveis são bons investimentos. A verdade é que alguns imóveis são bons, outros não, e isso também depende de quem faz o investimento, onde ele está e o que espera. Apesar de especialistas como eu oferecerem opiniões genéricas, você sempre deve se perguntar se o que está lendo ou escutando se aplica à sua situação específica. O ideal é sempre ter em mente que, por melhor ou pior que um conselho ou perspectiva lhe pareça, cada experiência é única e você deve tentar identificar não só o que tem em comum, mas também o que tem de diferente com pessoas que passam por situações diferentes da sua.

Cuidado com o pensamento circular

Boa parte dos conselhos simplistas sobre como chegar ao sucesso na carreira, mercado, investimentos e assim por diante possuem uma falha fundamental: se realmente funcionassem, por que outras pessoas não fizeram antes? Se existisse uma fórmula para o sucesso, todo mundo a aplicaria, tornando a fórmula inútil. Essa é uma falha muito comum, mas difícil de enxergar. Se realmente existisse um método infalível para investimentos, de subir na carreira, ou qualquer outra coisa, todo mundo seguiria. Se todos seguissem o mesmo método, não seria mais possível ter resultados superiores que as outras pessoas, que é justamente o que tais métodos costumam prometer.
A partir desses pontos, lembre que isso não significa que você deve abandonar as tentativas de melhoria. Pelo contrário. Essa conversa toda é um lembrete de que não existem soluções fáceis. É possível melhorar, crescer e chegar onde se quer, mas é preciso lembrar que toda caminhada tem seus tropeços e problemas. 

terça-feira, 17 de julho de 2012

10 pontos indispensáveis para o sucesso de uma negociação


Veja alguns fundamentos que fazem a diferença entre o sucesso e o fracasso nessa hora


Negociar faz parte de nossa vida profissional, familiar e social, e passamos cerca de 80% do nosso tempo negociando. Mais ainda: a competência de liderar, na era do trabalhador do conhecimento, dependerá da capacidade de exercer influência em situações para as quais não se tenha autoridade formal, como com superiores hierárquicos, colegas e pessoas de fora da organização. Negociar é - e será cada vez mais - uma habilidade indispensável para os profissionais do século 21. A seguir apresentamos alguns fundamentos que fazem a diferença entre o sucesso e o fracasso em qualquer negociação, seja ela simples ou complexa.

1 - Conheça o assunto da sua negociação

Faz alguns anos, num dos treinamentos que desenvolvi, um participante me pediu ajuda numa negociação que estava realizando. Analisei a situação e constatei que ele ia ter sérios problemas. Por quê? É que ele estava analisando a situação só pela ótica técnica, mas a dificuldade principal desta negociação era de natureza jurídica e ela precisava, e com urgência, da ajuda de um advogado. Sem isto, não haveria possibilidade de se sair bem nesta negociação.
Assim, conheça muito bem o assunto da sua negociação na totalidade dos pontos de vista que podem ser, entre outros, de natureza administrativa, jurídica, técnica, econômica, financeira, fiscal e cultural. Quem não conhece muito bem o assunto da sua negociação é como uma pessoa que anda de táxi numa cidade desconhecida. Pode ser ludibriada com a maior facilidade.

2 - Defina muito bem os seus objetivos e lute pelo desejável

Negociação é o processo de alcançar objetivos através de um acordo nas situações em que existam interesses comuns, complementares e opostos, isto é, conflitos, divergências e antagonismos de interesses, ideias e posições.
Assim, a negociação, como tudo na vida, começa pela boa formulação de objetivos. Existem três categorias de objetivos: acomodados, alucinados e ousados, mas possíveis. Devemos ter presente que quem espera pouco alcança pouco, mas quem tem objetivos alucinados vai ter frustração. Os objetivos além de desafiantes devem ser SMART, ou seja, específicos, mensuráveis, alcançáveis, relevantes e definidos no tempo. Um outro aspecto é que em negociação, os objetivos também devem ser definidos pela margem de negociação, que é o espaço que vai do desejável, ou seja, aquilo que consideramos o resultado que mais queremos, e o limite, que representa o máximo de concessões que estamos dispostos a fazer, que se não for obtido fará com que seja preferível o impasse. Assim, defina sua margem de negociação para tudo o que for ser negociado, como características técnicas, preços e prazos. Lute pelo desejável, mas com flexibilidade. Mais ainda, não tenha receio do impasse pois quem receia o impasse acaba fazendo concessões em demasia. Para saber se é melhor conceder ou ir para o impasse se pergunte pelas consequências do impasse. E é isto o que eu chamo de MADI - Melhor Alternativa Disponível Diante de um Impasse.

3 – Processo

É o caminho percorrido desde o início até o final da negociação e, quer se tenha consciência ou não, toda negociação é um processo. Assim, o sucesso não depende apenas do conhecimento do assunto, mas também da sequência, ou seja, das etapas, como este assunto é tratado. Existem 7 etapas que são: Preparação, Abertura, Exploração, Apresentação, Clarificação, Ação Final e Controle/Avaliação. Em geral, as pessoas dão pouca atenção ao processo e se concentram mais no conteúdo, ou seja, no assunto da negociação. Um ponto importante neste processo é que o que importa não é o que se faz, mas a resposta que se obtém pelo que se faz, ou seja, o feedback que se está recebendo. E se aquilo que se faz não der a resposta que se quer, devemos mudar. Assim, o foco deve estar no outro negociador. E muitos negociadores esquecem deste ponto de capital importância.
Um outro aspecto que deve ser realçado neste processo é que a negociação só acaba quando o acordo foi cumprido não acaba quando o acordo foi firmado. E quem acha que a negociação acaba quando o acordo foi firmado, pode ser vítima do falso acordo, ou seja, um acordo em que uma das partes faz sem ter a intenção e o comprometimento para cumpri-lo. Assim, aquilo que se considera uma ótima negociação, pode vir a se transformar num grande pesadelo.

4 - Prepare-se

A maioria das negociações é ganha ou perdida, bem feita ou mal feita, de acordo com a qualidade da preparação. É sempre bom ter presente que "quem não leva a sério a preparação de algo, está se preparando para o fracasso". Portanto fracassar é a coisa mais fácil do mundo. Bata apenas não se preparar. A diversidade dos assuntos e competências necessárias pode fazer com que, frequentemente, seja preciso negociar em equipe. Equipes bem preparadas podem ser extremamente fortes. As mal preparadas, um verdadeiro desastre. Assim, a primeira coisa é a consciência da importância da preparação. Mas só isto não basta. É preciso saber como se preparar para o sucesso. Para isto desenvolvi uma metodologia extremamente útil e poderosa, a Matriz de Preparação. Ela mostra como se preparar levando em contra todas as partes envolvidas e, mais ainda, como realizar uma análise de risco. E isto é fundamental, tendo em vista que a era da certeza acabou. Assim, devem ser considerados o melhor que pode acontecer, mas também o que fazer no caso da Lei de Murphy, que nunca pode ser desprezada, se manifestar. A preparação deve ser feita para todas as etapas e sempre se deve levar em conta que a negociação só acaba quando o acordo foi cumprido.

5 - As duas formas de se negociar:

Existem 2 formas de se efetuar uma negociação que são:
a) Barganha de Propostas - que pode ser agressiva, tipo comprador de supermercado, ou suave, tipo quem negocia a compra e venda de automóveis. O objetivo de qualquer barganha é obter o máximo de concessões da outra parte. A diferença está que na barganha agressiva não existe preocupação com o relacionamento com a outra parte. Já na barganha suave, o relacionamento também é importante e, mais ainda, levar vantagem fazendo o outro acreditar que foi ele quem se deu melhor na negociação
b) Solução de problemas - quem segue este caminho aprofunda a compreensão do que está sendo negociado e procura encontrar alternativas e soluções que atendam aos interesses das partes. Todo negociador quer ganhar. Mas existem duas maneiras de ganhar. Uma, às custas do outro. Outra, de forma que os interesses das partes sejam atendidos. O que deve ficar claro é que as negociações internas, numa empresa, devem ser conduzidas na base da solução de problemas. Caso contrário o resultado será o perde/perde e assim, quem perde é a própria empresa. Portanto, só pode haver sinergia caso as negociações internas sejam conduzidas na base da solução de problemas.

6 - Conheça as táticas éticas e as não éticas

As táticas referem-se à informação, tempo e poder. Informação é a matéria prima da negociação. Assim, é básico saber como dar, negar e obter informação, separando-se o joio do trigo. Devemos levar em conta o que se diz em computação: "se entra lixo, sai lixo". Toda negociação ocorre no tempo e neste sentido devemos levar em conta a urgência e os tempos limites. Mas também, toda negociação é um jogo de poder. Devemos saber como influenciar a outra parte e igualmente considerar as formas como a outra parte pode nos influenciar.
As táticas podem ser éticas e não éticas. Existem duas categorias de táticas não éticas: as falcatruas e as táticas de fragilização do estado mental. Entre as falcatruas estão a falsa negociação, a criação de dependências e a surpresa final. Já entre as táticas de fragilização do estado mental estão o menosprezo, coitadinho, mocinho/bandido, ameaças e a raposa e o corvo.

6 - Identifique os cenários

Toda negociação ocorre em três cenários. O primeiro diz respeito aos negociadores, estejam eles negociando individualmente ou em equipe. Procure verificar a autoridade da pessoa com quem você está negociando. O segundo cenário refere-se às pessoas que estão por trás dos negociadores. É o chamado eleitorado. Todo negociador tem um eleitorado. E um dos maiores temores de qualquer negociador é ser desconsiderado pelo seu eleitorado. Tenha sempre uma saída honrosa para o outro lado. Um outro aspecto do segundo cenário é apoio logístico, como banco de dados, setor de inteligência estratégica e suporte para quem estiver negociando. Somente competência individual pode não ser suficiente. Podem também ser necessárias as competências de equipe e organizacional. O terceiro cenário é tudo o que está fora dos dois cenários anteriores e pode variar da ONU ao bar da esquina. Existem pessoas que soltam informações extremamente sigilosas em suas conversas nos restaurantes.

7 – Relacionamento interpessoal

Negociação implica relacionamento entre pessoas e, consequentemente, comunicação. Toda negociação é uma conversa e nesta conversa é muito importante estar atento ao clima emocional. Um clima carregado quebra o processo de comunicação e consequentemente a negociação. Assim, cuidado para não confundir a pessoa do outro negociador com suas propostas. O outro pode ter posições ou idéias contrárias à sua. Mas isto não significa que deva ser tratado como inimigo. Igualmente, não confunda firmeza com grosseria. É possível ser firme e cortês.

9 - Realidade pessoal

Tem a ver com o chamado jogo interno da negociação, ou seja, com o que se passa na mente do negociador e que depende de estados mentais, crenças e valores. Tenha presente que quem perde o jogo interno, perde o jogo externo. Portanto, o sucesso numa negociação começa pelo sucesso no jogo interno. Mas isto não é só para negociação e sim para qualquer coisa na vida, como constatou Tim Gallwey, o precursor do coaching. Assim, os princípios para se ter sucesso numa negociação são os mesmos princípios para se ter sucesso em qualquer coisa na vida e que são conhecidos Princípios Universais do Sucesso. Os princípios são universais, mas a aplicação é caso a caso. Isto significa que o que deu certo no passado, se aplicado mecanicamente no presente, pode redundar em grande fracasso.

10 – Aprenda

Faça de cada negociação uma oportunidade de aprendizado. Avalie acertos e desvios. Quem não procura aprender com a prática acaba cometendo sempre os mesmos erros. Tenha como princípio que é sempre possível fazer diferente e melhor. E que mar tranquilo não faz bom marinheiro.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Veja 5 dicas para lidar com ansiedade e ter sucesso na primeira entrevista de emprego


De acordo com especialista, a aflição do momento pode ser dominada com uma preparação adequada


Antes e durante a primeira entrevista de emprego, é comum que o jovem profissional fique nervoso e ansioso. No entanto, estas sensações são normais e podem ser controladas, de acordo com Maurício Sampaio, educador e especialista em orientação vocacional.
"A pressão é normal, vai além do momento da entrevista. Muitos jovens se sentem pressionados pelos amigos que já estão empregados, pelos pais e pela necessidade de conseguirem uma vaga o mais rápido possível", afirma Maurício Sampaio.
De acordo com o educador, a aflição do momento pode ser dominada com uma preparação adequada. "Estudar bem a empresa, analisar os projetos, produtos e serviços dela é fundamental. E já imaginar como, com seu talento, você poderá ajudá-la. Essa é uma pergunta bastante comum", explica o especialista.
Imagem: Thinkstock

Visualizar antecipadamente a entrevista também auxilia. "Por alguns momentos, feche seus olhos e veja a imagem da entrevista, aquilo que seria o ideal, com você calmo, falando com firmeza, interagindo. Essa estratégia é poderosa e ajuda a acostumar seu cérebro para o que está por vir", ensina Maurício Sampaio.
Confira outras 5 dicas do especialista:
1) Antes da entrevista, pare e pense por alguns instantes no que você quer para sua vida. Na hora, mostre-se firme no que você deseja. Para as empresas, não existe nada mais positivo que contratar uma pessoa que sabe o que quer.
2) Chegue ao local da entrevista com, no mínimo, 20 minutos de antecedência. Isso ajuda a acalmar.
3) Leve seu CV impresso e em bom estado. Não esqueça de inserir nele suas competências, habilidades e seu talento, aquilo que você faz melhor.
4) Muito cuidado com a roupa! Se for fazer uma entrevista em uma agência de publicidade, usar terno não tem nada a ver, mas se for numa multinacional, tradicional, no mínimo terno sem gravata.
5) Cuidado com seus gestos. Muitos movimentos demonstram nervosismo. 

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Quer ser bem-sucedido na carreira? Veja 7 dicas do que não fazer


Segundo especialista, quem quer alcançar o sucesso deve evitar atitudes e comportamentos inadequados


Atualização constante, habilidades comportamentais, inglês fluente. Todos esses itens fazem parte da lista básica de quem quer ter sucesso na vida profissional. Entretanto, segui-los à risca pode não ser o suficiente, se a pessoa não evitar atitudes e comportamentos inadequados.
De acordo com o especialista em estratégias empresariais e professor da Universidade Mackenzie e FGV-RJ, Marcos Morita, agir e não pensar, por exemplo, é uma das sete dicas do que não fazer para ser bem-sucedido na carreira.
Na opinião dele, não parar de tempos em tempos para avaliar as próprias atitudes e comportamentos pode ser um erro fatal. “Pare de vez em quando e converse com seu superior, colegas e subordinados de maneira aberta, solicitando que pontuem sobre suas atitudes e comportamentos”, diz.
Dicas
Abaixo, as outras seis atitudes que devem passar bem longe de quem quer alcançar o topo:
“Cuida do seu, que eu cuido do meu! ” Certamente, você já deve ter escutado frases como: “isto não é de minha responsabilidade”, ou “não sou pago para isso”. Entretanto, segundo Morita, ainda que haja colegas que, realmente, abusam da boa vontade alheia, antes de responder, o ideal é ver se realmente a questão não é de sua alçada e se não há mesmo como colaborar.
“É melhor não fazer, vai que eu erre!” O medo de errar também é muito prejudicial à carreira. Para o especialista, dentro de padrões aceitáveis, o erro demonstra a proatividade do colaborador. "Prefiro os que erram por fazer, as que não fazem por medo de errar", diz.
"Tchau. Já deu o meu horário." Quem quer ser bem-sucedido na carreira precisa ser flexível. Em outras palavras, a pessoa não precisa ficar até mais tarde todos os dias, mas deve se mostrar disponível ao perceber que a equipe está em apuros.
“O problema é esse, como você vai resolver?” Problemas devem ser resolvidos, entretanto, profissionais que sempre levam problemas à chefia imediata, sem propor soluções, acabam ficando com uma imagem negativa. Ou seja, se vai levar a farinha, entregue ao menos a receita.
“Tive uma ideia, mas acho melhor ficar na minha.” Engana-se quem pensa que somente aqueles que possuem altas posições podem fazer a diferença. Na opinião de Morita, os profissionais devem ter ideias, sugerir, implementar e divulgar. “Grandes sacadas surgem na linha de frente, a qual convive e vive os problemas dos clientes no dia a dia”.
“Desculpe-me, não sou político.” Muita gente torce o nariz para essa estrategia, mas ofato, explica o especialista, é que alianças e coligações devem fazer parte do dia a dia, independentemente do nível hierárquico do profissional ou função. “Em situações de estresse e alta demanda, é o bom relacionamento que muitas vezes fará com que seu pedido seja atendido com prioridade por outro colega de trabalho”.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Mulheres que querem ter sucesso no trabalho devem ficar quietas, sugere pesquisa


As profissionais que falam muito dentro do escritório são vistas como menos competentes, aponta estudo


Um estudo realizado pela Universidade de Yale e divulgado pelo jornal "Daily Mail” concluiu que as mulheres que almejam alcançar o sucesso no trabalho devem ficar de boca fechada. A pesquisa sugere que as profissionais que falam muito são vistas como menos competentes, na comparação com outros colegas.
No caso dos homens, a situação é contrária. Quanto mais eles falarem e expressarem a sua opinião, melhor para a imagem profissional.
Para os pesquisadores, as mulheres muito falantes são autoritárias e arrogantes. “Quando os homens falam muito, as pessoas querem recompensá-los. Mas quando as mulheres fazem isso, elas são vistas como dominadoras, muito presunçosas”, acrescenta a professora universitária, Victoria Brescoll.
Imagem: Thinkstock

Sobre a pesquisa
O estudo foi feito com 156 pessoas, que analisaram o perfil de quatro profissionais, dois homens e duas mulheres. Cada um dos pares tinha uma pessoa que falava muito e outra mais quieta. Os entrevistados analisaram em uma escala de zero a sete pontos a competência.
O homem mais falante recebeu uma média de 5,64 pontos, muito próxima da mulher que falava menos, 5,62. Já o profissional mais “calado” ficou com 5,11 pontos, enquanto a mulher mais falante ficou com 4,83 pontos.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Como ser promovido sem esforço adicional?


A melhor estratégia para quem gostaria de assumir cargos de maior responsabilidade na empresa


Esse é o tipo de artigo que você começa a ler com um pé atrás. O título parece tirado de um livro de autoajuda da década de 70. A promessa não convence, pois todo mundo sabe que hoje em dia a vida profissional anda difícil mesmo com esforço. Mas, observe: não prometi que seria sem esforço. A palavra "adicional" redime o autor.

Durante um ciclo de apresentações dos objetivos estratégicos para toda a equipe, um corajoso garoto, recém contratado, perguntou-me o que deveria fazer para "chegar lá", para ter uma carreira de sucesso como a minha. Antes de responder perguntei, por curiosidade, porque ele considerava minha carreira "um sucesso". Ele ficou espantado com a pergunta e respondeu: "o senhor é o CEO da empresa!"
Fiz, então, um pequeno aparte sobre objetivos pessoais e profissionais e esclareci que, embora estivesse satisfeito com minha "carreira", não era pelo fato de ocupar o posto de CEO de uma grande empresa. Ocupar essa posição havia sido consequência, principalmente, de minha atitude profissional.
Se todas as pessoas da empresa definirem como sucesso profissional chegar à posição de CEO, estaremos diante de um grande problema. O "ciclo de vida" médio de um CEO na empresa costuma ser de 5 a 7 anos, o que significa que poucos terão a chance real de ocupar essa posição, independentemente de seu esforço.
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Imagem: Thinkstock