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terça-feira, 11 de setembro de 2012

47 Anos do Administrador


enhuma profissão se afirma se não cumprir seu papel social


9 de setembro - Dia do Administrador – quarenta e sete anos de existência legal da profissão. Uma data marcante, um convite à reflexão, ao balanço, à revisão, ao debate de rumos e de perspectivas. Nada se constrói, inclusive uma profissão, sem uma atitude séria e profunda de repensar constantemente a sua natureza, a sua fisionomia, o seu papel, a sua contribuição ao País. Por isso, mais do que louvações vazias e discursos ribombantes, esta data estimula os administradores brasileiros à discussão do futuro desta profissão que acreditamos ser a profissão do futuro – mas que só o será se souber se afirmar poderosamente no presente.
Historicamente, a profissão nasceu no momento em que, no bojo das transformações provocadas pela Revolução de 30, esgotava-se o velho estado de bacharéis a serviço de um poder controlado pelas elites agrárias. A industrialização e a modernização da máquina estatal e dos serviços públicos pediam especialistas nas técnicas de gestão das organizações. Surgiu então o DASP e, com ele, a função de técnico de administração no serviço público. Surgindo como necessidade, a profissão deu uma contribuição relevante ao processo então em curso. Mas, como todo processo social, o impulso acabou se esgotando por absorção e entrando no impasse com a profissão limitada quase que só ao serviço público.
A saída verdadeira seria a colocação das técnicas de administração a serviço de um desenvolvimento econômico realmente nacional, sobretudo a indústria, que começava a crescer. E foi o que aconteceu: o impulso seguinte que a profissão encontrou foi o boom da entrada de capital estrangeiro no Brasil, na segunda metade da década de 50, e a conseqüente necessidade de formação de administradores para tais empresas e empreendimentos. O fenômeno se aprofundou sobremaneira com a fase do milagre, ainda no regime militar, quando se generalizaram as faculdades de administração no País, atendendo aos reclamos do surto de crescimento, mas centrando na formação de especialistas voltados apenas para a realidade das multinacionais e das grandes empresas, inclusive estatais.
A profunda crise econômica produzida pelos graves erros da política predominante nos anos das badaladas décadas perdidas, devastando com a economia, o tecido social e as situações estabelecidas, veio esgotar também essa fase, colocando a profissão em um novo impasse. Toda a crise, no entanto, constitui uma oportunidade de crescimento. Foi um excelente momento de a profissão se repensar e repensar todo o seu papel. Foi mais uma virada de mudança e de afirmação profissional.
Não podemos agora continuar sendo a profissão de um futuro que nunca chega. Para que nossa profissão justifique sua existência e assegure o seu futuro, precisa tornar-se a profissão que contribua para transformar a realidade dos tempos presentes.
E o presente é o profundo impasse que o País enfrenta produzido pela crise global de 2008, que coloca em nível de exposição dramática a fragilidade pungente de nossa capacidade de gestão dos recursos de infra-estrutura em geral.
Esta situação limitante de crise, que atravanca o processo de alavancagem do País, está a exigir soluções concretas e saídas próprias para todos os setores da vida nacional, inclusive, e principalmente, dos administradores. É nesse quadro que se jogam os destinos do administrador: só nos afirmaremos se formos capazes de responder aos desafios que a realidade presente nos coloca e a contribuição que ela nos exige.
Nenhum País hoje desenvolvido prescindiu dessa virada de gestão de suas organizações para atingir um estágio superior: ninguém consegue saltar o gap sem desenvolver modelos próprios de administração, voltados para sua realidade específica e trilhando caminhos originais. Foi assim com os Estados Unidos de Ford e Taylor, a Inglaterra de Owen, a Rússia de Stakhanov, a França de Fayol e, mais recentemente, o Japão do Kaizen e dos CCQ's. É assim também na cópia de gestão dos países asiáticos emergentes. E assim também terá que ser com o Brasil, que não pode ficar apenas copiando o que dá certo no exterior porque está formulado para a realidade própria de outros Países, que não é a nossa.
"É a hora de elaborar um modelo de administração brasileiro"
A crise atual, obrigando a nação e a nossa profissão a repensarem seus caminhos é o momento de ouro para os administradores: é a hora de produzirmos o nosso Ford, Taylor, Owen, Fourier, Stakhanov, Fayol e as nossas teorias brasileiras de gestão, teorias b, de Brasil. É a hora de elaborar um modelo de administração brasileiro, macunaímico, verde-amarelo, zedasilvesco, que responda aos nossos problemas e encontre as nossas saídas. É a hora de reconhecer e sistematizar a cultura organizacional própria do Brasil. É a hora de encontrar os caminhos específicos que podem tornar o futuro presente. Este é o desafio que se coloca para os administradores no dia de hoje.
"Nenhuma profissão se afirma se não cumprir seu papel social"
É da resposta a esse desafio que dependem os destinos de nossa profissão. Nenhuma profissão se afirma se não cumprir seu papel social. E papel social é algo concreto, que se define a cada momento do processo de desenvolvimento histórico. Hoje, o exercício do papel social do Administrador encontra seu lado decisivo na contribuição da profissão à formulação de um novo modelo de gestão para o País concreto, que, mais do que nunca, demanda por uma administração pública e privada competente, ágil e dinâmica.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Mulheres que querem ter sucesso no trabalho devem ficar quietas, sugere pesquisa


As profissionais que falam muito dentro do escritório são vistas como menos competentes, aponta estudo


Um estudo realizado pela Universidade de Yale e divulgado pelo jornal "Daily Mail” concluiu que as mulheres que almejam alcançar o sucesso no trabalho devem ficar de boca fechada. A pesquisa sugere que as profissionais que falam muito são vistas como menos competentes, na comparação com outros colegas.
No caso dos homens, a situação é contrária. Quanto mais eles falarem e expressarem a sua opinião, melhor para a imagem profissional.
Para os pesquisadores, as mulheres muito falantes são autoritárias e arrogantes. “Quando os homens falam muito, as pessoas querem recompensá-los. Mas quando as mulheres fazem isso, elas são vistas como dominadoras, muito presunçosas”, acrescenta a professora universitária, Victoria Brescoll.
Imagem: Thinkstock

Sobre a pesquisa
O estudo foi feito com 156 pessoas, que analisaram o perfil de quatro profissionais, dois homens e duas mulheres. Cada um dos pares tinha uma pessoa que falava muito e outra mais quieta. Os entrevistados analisaram em uma escala de zero a sete pontos a competência.
O homem mais falante recebeu uma média de 5,64 pontos, muito próxima da mulher que falava menos, 5,62. Já o profissional mais “calado” ficou com 5,11 pontos, enquanto a mulher mais falante ficou com 4,83 pontos.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Como ser feliz no trabalho?


O primeiro passo é encontrar a profissão certa




Em meio a tantas mudanças de um mundo globalizado, com informações e estímulos que mudam em tempo real, encontrar a felicidade no trabalho parece um grande desafio. Mas, felizmente, pesquisas mostram que o índice de felicidade dos trabalhadores aumentou significativamente entre o ano de 2001 e 2012. Um estudo divulgado semana passada pelo Instituto Datafolha mostra que três em cada quatro brasileiros se sentem felizes com o trabalho. O fato é que, encontrar essa tal felicidade nos garante diferencial competitivo, satisfação e grandes realizações.
Obviamente, para ser feliz, o primeiro passo é encontrar a profissão certa. De maneira que aproveitaremos o potencial criativo e nato de cada ser humano, sem interferência de modelos ou estilos que possam nos moldar ou criar inseguranças diante da dificuldade de aplicar. Para tanto é fundamental se identificar com a carreira e fazer com paixão!

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Informalidade pode limitar crescimento profissional


De acordo com especialista, por mais tempo que esteja na mesma empresa, profissional não pode esquecer que não está em casa


Depois de trabalhar muito tempo na mesma empresa e com os mesmos colegas, alguns profissionais acabam se confundindo, adotando uma postura muito mais coerente com o ambiente familiar do que com o profissional. Embora se sentir à vontade na empresa em que atua facilita o desenvolvimento de algumas atividades, a informalidade tem seus limites.
De acordo com a especialista em soluções de RH da De Bernt Entschev Human Capital, Renata Perrone, quando os profissionais atuam muito tempo na mesma empresa, eventualmente acabam tendo atitudes informais demais. Essas atitudes acabam transparecendo em brincadeiras, palavrões, piadas, apelidos e roupas, por exemplo.
A questão é que, mesmo que o profissional esteja adaptado ao ambiente e acostumado com ele, não deve se esquecer de que o ambiente profissional deve sempre ser tratado como tal. Mas como não escorregar? Renata faz duas sugestões: observação e bom senso.