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quinta-feira, 28 de junho de 2012

Sua empresa quer promovê-lo sem aumentar seu salário? Saiba o que fazer


Colaboradores erram ao aceitar uma promoção sem entender as políticas da organização; bônus não deve substituir salário


A promoção enfim chegou e com ela a promessa de mais responsabilidades. A conquista, de fato, teria tudo para ser maravilhosa, mas isso, claro, se não fosse por um pequeno detalhe: aumento salarial que é bom, nada. Se pararmos para analisar certamente encontraremos muitos profissionais que já vivenciaram tal situação, mas será que todos sabem como agir quando a remuneração não vem?
De acordo com a consultora associada da Muttare, Roberta Yono Ebina, não. Segundo ela, alguns colaboradores acabam aceitando a proposta oferecida pela empresa sem analisar criteriosamente os termos da promoção. Com isso, mais tarde, muitos se arrependem e acabam se queixando dos termos exigidos pela corporação.
“Cada empresa possui uma política de remuneração. Por isso, os colaboradores devem analisar uma proposta e entender a razão desta política antes de tomar uma decisão. Depois de aceitar um termo, não é justo criticar a organização. O gestor deve ter maturidade em relação a isto”, diz a consultora.

Políticas organizacionais

Hoje, existem empresas que costumam adotar políticas como a exigida por lei, em que o colaborador recebe um aumento salarial a cada vez que tem um aumento de função ou responsabilidade e também aquelas que apresentam restrições salariais para os colaboradores que já tenham recebido um aumento em um período inferior a seis meses.
“Se a política da empresa é aumentar o salário quando se tem uma promoção, que se faça cumprir a política – isto demonstra integridade. Mas nem todas são assim, algumas apenas permitem um novo aumento após seis meses de trabalho em um cargo e, com isso, correm o risco de perder um bom profissional por conta da existência de uma regra inútil”, argumenta Roberta.
Outra prática pouco aceita pelos colaboradores é ainda a barganha com a remuneração variável. “As empresas compram desempenho com o uso de bônus e isso pode se tornar motivo de corrupção nas organizações”, diz a consultora da Muttare.
Segundo ela, não é raro, por exemplo, encontrar empresas que afirmem ao colaborador, que se ele não fizer uma atividade como o diretor espera, que o mesmo poderá ficar sem o seu bônus.
“A remuneração variável deve trazer o sentimento de justiça por um trabalho feito ou superado e não ser mecanismo de barganha para obrigar o colaborador a atuar de determinada maneira ou aguentar o chefe”, diz.

Negocie

Para quem não sabe, o salário base (recebido mensalmente) age como forma de, teoricamente, recompensar a pessoa que cumpre com as responsabilidades e metas do cargo que ocupa. já o bônus, não. Ele é uma das formas de remuneração variável adotadas para recompensar a pessoa que supera as responsabilidades ou metas comprometidas do cargo que ocupa.
Por isso, se um dia você for surpreendido por uma promoção em que sua remuneração virá apenas em forma de bônus, negocie! Lembre-se que o seu salário deve ser pago mensalmente de acordo com as exigências diárias de seu trabalho e que o bônus é apenas uma forma que a empresa terá de remunerá-lo pelo cumprimento das metas impostas pela organização.
“Uma empresa que adota essa postura pode estar tentando comprar o desempenho do colaborador. Não se deve usar a remuneração variável como causa para atingir algo, essa remuneração é uma consequência de desempenho excedido”, explica Roberta.

Novo emprego

E se por acaso o trabalhador perceber que a empresa não cederá aos seus argumentos ou que não pretende mudar a política de remuneração, a melhor decisão é sair da organização.
“Se ele deixar claro a todos a razão da sua não concordância, sua imagem não será afetada. Mas como a empresa irá lidar com a negativa do colaborador dependerá da liderança na corporação”, completa.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Empresas apostam em promoções e reajustes salariais para reter talentos


Estudo da StautRH revela que total de executivos promovidos atingiu 34%, em 2011, na comparação com o ano anterior


Empresas de todo o País têm recorrido cada vez mais a medidas emergênciais para tentar reter seus talentos: as promoções e os reajustes salariais são exemplos desse fato.
De acordo com um recente levantamento da StautRH, apenas no último ano, o total de executivos promovidos cresceu 29% e o número de profissionais que tiveram aumento subiu para 38% nas empresas.
“Em 2010, esses números eram de 29% e 30%, respectivamente”, informa a pesquisa, que explica ainda que os profissionais ficaram mais seletivos no aceite de novas oportunidades.
Na prática
E quem exemplifica essa mudança de perfil é o consultor da StautRH, Paulo Teixeira. Segundo ele, um dos candidatos finalistas de um processo seletivo recentemente informou que estava declinando do processo porque havia acabado de receber um reajuste “surpresa” de 20% da empresa em que atuava.
“Ao perceber que inúmeros profissionais estavam participando de processos seletivos, a companhia convocou um a um e ofereceu ajustes funcionais e salariais na ordem de 20%, desencorajando-os a seguirem com as entrevistas”, diz Teixeira.
Outro caso curioso ocorreu em uma multinacional do segmento eletrônico, que vinha sofrendo grandes perdas com o absenteísmo de seus contratados.
“Ao investigarem as causas, constataram que os colaboradores estavam se ausentando para participar de entrevistas, testes, dinâmica de grupo e processos seletivos”, conta.
Neste caso, a empresa resolveu então promover um reajuste salarial coletivo de cerca de 10%, o que fez com que seus contratados desistissem da busca por novas oportunidades.
O estudo
A pesquisa da StautRH contou com a participação de mais de mil executivos brasileiros e foi realizada entre dezembro de 2011 e janeiro de 2012.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Como ser promovido sem esforço adicional?


A melhor estratégia para quem gostaria de assumir cargos de maior responsabilidade na empresa


Esse é o tipo de artigo que você começa a ler com um pé atrás. O título parece tirado de um livro de autoajuda da década de 70. A promessa não convence, pois todo mundo sabe que hoje em dia a vida profissional anda difícil mesmo com esforço. Mas, observe: não prometi que seria sem esforço. A palavra "adicional" redime o autor.

Durante um ciclo de apresentações dos objetivos estratégicos para toda a equipe, um corajoso garoto, recém contratado, perguntou-me o que deveria fazer para "chegar lá", para ter uma carreira de sucesso como a minha. Antes de responder perguntei, por curiosidade, porque ele considerava minha carreira "um sucesso". Ele ficou espantado com a pergunta e respondeu: "o senhor é o CEO da empresa!"
Fiz, então, um pequeno aparte sobre objetivos pessoais e profissionais e esclareci que, embora estivesse satisfeito com minha "carreira", não era pelo fato de ocupar o posto de CEO de uma grande empresa. Ocupar essa posição havia sido consequência, principalmente, de minha atitude profissional.
Se todas as pessoas da empresa definirem como sucesso profissional chegar à posição de CEO, estaremos diante de um grande problema. O "ciclo de vida" médio de um CEO na empresa costuma ser de 5 a 7 anos, o que significa que poucos terão a chance real de ocupar essa posição, independentemente de seu esforço.
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Imagem: Thinkstock