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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

É possível conciliar ética e lucro?


Grande "must" do mundo corporativo nos dias atuais, a indagação comporta questionamentos e dúvidas, mas afirma o limiar de um novo tempo. Será? Leia os textos seqüenciais sobre o tema, reflita, forme o seu juízo, e chegue às suas próprias conclusões


Esta questão configura expressivamente a perplexidade do homem moderno no mundo do trabalho e na vida em sociedade.
A questão moral expressa a resposta objetiva de comportamentos e atitudes em relação "ao que devo fazer", às minhas opções éticas e idiossincrasias pessoais, ou seja, às maneiras de pensar, ver e reagir próprias de cada pessoa.
É a dimensão normativa, relacionada aos valores, às crenças, à mentalidade e ao caráter. Trata do que "eu sou", indivíduo como pessoa.
Já a questão econômica se relaciona "ao que posso possuir", ao que tenho para desfrutar, poupar e consumir.
Ninguém escapa desse círculo de circunstâncias da moral e do mercado. Participamos dele cotidianamente, daí porque não cessamos de nos indagar sobre sua legitimidade e moralidade, sobre o justo e o injusto, sobre o ético e o aético, sobre o peso de suas humanidades e desumanidades.
O mundo das organizações é cada vez mais sensível a essa dicotomia – moral x econômico. O bem, no sentido moral, nem sempre se coaduna aos bens, no sentido econômico.
O que fazer para compatibilizá-los? Que ações objetivas devem ser empreendidas pelas organizações na busca desse propósito?
A resposta tem sido o foco crescente na responsabilidade social, na sustentabilidade, na ética empresarial, na empresa-cidadã, no respeito ao cliente.
Não há dúvidas de que a questão moral está na crista das ondas.
É tema de preocupação de quaisquer fóruns de discussão, de crescente atualidade na imprensa em geral, no mundo acadêmico, nas lides políticas e classistas, na realidade empresarial.
Será que os jovens de hoje, conhecidos como da Geração Y e Z, constituem uma nova geração – a geração moral – diferente de 1960-1970, eminentemente mobilizada pela utopia política?
Para a geração dos "Anos Dourados", a geração do movimento estudantil de 68, a utopia política fazia às vezes da moral.
Para a geração atual, que ingressa mo mercado de trabalho, será que a moral substitui a política?
Enfim, a questão moral se instalou no cerne dos debates.
Tornou-se o tema da moda. E o tema na moda tanto se valoriza que se transforma em virtude. No entanto, no mais das vezes, a virtude da moda costuma resvalar para a hipocrisia.
Será mesmo que as empresas, entes essencialmente econômicos, transformam-se, pouco a pouco, em organizações morais? Será que, efetivamente, exercitam a aristocracia da virtude quando propugnam pela ética empresarial e se aplicam no desempenho de programas de responsabilidade social, desenvolvimento sustentável e empresa-cidadã?
Estamos no limiar de um novo tempo de respeito ao próximo ou vivenciamos a hipocrisia do superficialismo humanista?

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Colaborador: você sabe seu valor para a empresa?


Muito se fala na retenção de talentos, na formação de lideranças e na valorização do capital humano, mas será que os colaboradores têm mesmo a noção de seu real valor para as empresas? Durante muito tempo, as relações de trabalho foram elevadas ao nível de dependência unilateral, onde a empresa detinha todo o controle e, os profissionais que a compunham, eram meros figurantes.
Hoje, esse cenário mudou, e não é mais possível negar que a relação patrão/empregado é de interdependência. Entretanto, se por um lado muitas organizações acompanharam as mudanças organizacionais e, especialmente comportamentais, outras ainda preferem ignorar que seus profissionais são seu maior diferencial competitivo.
A importância da valorização
E se as empresas estão buscando valorizar ainda mais seus colaboradores, é importante também que estes profissionais tenham a consciência de sua importância e, de seu valor neste processo de construção e manutenção de uma organização de sucesso. Para isso, é imprescindível fazer uma autoavaliação e identificar as qualidades profissionais que o diferencia dos demais colaboradores, como também as competências que precisam ser aperfeiçoadas e desenvolvidas efetivamente.
A valorização das pessoas é essencial ainda para que haja engajamento, motivação, as funções sejam desempenhadas com maestria, e os resultados alcançados plenamente. Do contrário, se torna inviável exigir dentro de um ambiente que não valoriza os colaboradores, grandes feitos e empenho por parte destes.
As 3 necessidades básicas do ser humano
Além de investir no aperfeiçoamento de seus profissionais, os líderes devem ter em mente que todo ser humano tem 3 necessidades básicas, são elas;
  1. Ser ouvido na essência – Não apenas a empresa tem direito de cobrar, como também os colaboradores devem ter o direito de expressar o que pensam, sentem e serem ouvidos em suas sugestões e naquilo que lhes incomoda.
  2. Ser notado/reconhecido/amado – Toda tarefa exige empenho e dedicação e, é importante que o líder reconheça a atuação de seus profissionais para o alcance de êxito no trabalho. Este reconhecimento confere mais segurança ao colaborador, para que continue a desempenhar bem seu trabalho, como também aumente sua autoestima e proatividade.
  3. Ter direito de errar – Todos nós somos falíveis e, é importante que ao invés de apontar os erros e punir, o líder sempre busque apresentar aos liderados aprendizados provenientes de uma falha. Isso, ao invés de amedrontar, cria nestes profissionais a consciência de que os erros podem acontecer, mas que, com mais atenção, também é possível evitar que se repitam. 

terça-feira, 5 de junho de 2012

Crianças manhosas e hiperativas: saiba que tipo de profissional elas poderão ser


Se estas características não forem corrigidas pelos adultos responsáveis poderão refletir negativamente na carreira


Birra, manha, insegurança e agitação são comuns a muita crianças. Mas se não forem “corrigidas” pelos pais ou por adultos responsáveis no tempo adequado, poderão refletir inclusive na vida profissional. “Tudo isso é comum em uma criança, mas tem um limite. É uma fase. Se não for tratada da maneira correta, será levado para a adolescência e para a vida adulta”, é o que explica a psicóloga e psicoterapeuta, Clarice Barbosa.
Ela explica que estas características afetam principalmente o comportamento dos profissionais, o que nos dias de hoje, é um dos fatores determinantes para o crescimento e desenvolvimento da carreira.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Por que ouvimos nossa música preferida várias vezes?

Cientistas da Universidade Americana descobrem os motivos que nos levam a repetir a mesma música ou a assistir um filme repetidas vezes 



Crédito: Shutterstock.com
Crédito: Shutterstock.com
Os três motivos principais seriam os resultados garantidos, a redescoberta de detalhes sutis e a melhor visualização resultante da ação repetida
Pesquisadores da Universidade Americana, em Washington nos Estados Unidos, estudaram as motivações que levam as pessoas a rever ou ouvir um filme e músicas várias vezes. De acordo com a professora de marketing Cristel Russell, autora do estudo, os três motivos principais seriam os resultados garantidos, a redescoberta de detalhes sutis e a melhor visualização resultante da ação repetida. A pesquisa será publicada noJournal of Consumer Research, em agosto.


Cristel Russell e o co-autor Sidney Levy chamam esse processo de re-consumo. Foram analisadas as razões que levam uma pessoa a ler o mesmo livro várias vezes, assistir o mesmo programa de TV ou irviajar para os mesmos locais. Do ponto de vista comercial, o re-consumo é muito importante, pois cria lealdade entre consumidores e produtos ou serviços.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Novas estratégias para novos comportamentos


Mais do que nunca, para entender empresas e pessoas é preciso compreender o que as motivam, desde seus clientes, distribuidores, fornecedores e colaboradores


Motivar equipes não é algo novo, tampouco reconhecer e premiar talentos. O que muda constantemente são as nossas reflexões sobre as gerações, os jovens que estamos motivando. Eles mudam tudo, representam novas linguagens, comportamentos e influenciam diretamente nossas empresas, e consequentemente, a idealização das campanhas de incentivo.
Se essa chamada geração "Y" já mudou a percepção das estratégias comerciais e de mercado, certamente elas foram afetadas, anteriormente, pelas gerações anteriores. Os primeiros a conquistarem o direito da juventude, inventando um novo jeito de viver, vestir e se apresentar foram os Baby Boomers, nascidos após a II Guerra Mundial, entre as décadas de 40 e 50. Eles receberam as chaves da internacionalização das empresas e romperam as barreiras físicas. Deixaram nossos escritórios mais descontraídos e revolucionários. Por causa disso, influenciam ainda hoje as nossas decisões.
Já a geração X, dos nascidos entre os anos 60 e 70, chegou com os direitos conquistados e promoveram a liberdade de expressão influenciada pelo avanço do marketing e da publicidade. No meio corporativo, trouxeram a competitividade, o que libertou a criatividade que antes era permitida somente nas escolas. E essas transformações continuam refletindo na nossa forma de gerenciar pessoas e, por conseguinte, em como as motivamos e buscamos melhores resultados. De anos para cá, inúmeros fatores representaram mudanças na gestão, nas estruturas hierárquicas e, portanto, nas aspirações profissionais de cada indivíduo. O sentimento que cada um carrega também não é imune ao progresso. É esse desejo, único e individual, que nos interessa, que instiga escolhas e nos mobiliza a superar desafios.
Ilustração: Thiago Castor (Revista Administradores) 

Atualmente, falamos de equipes interligadas, a primeira geração completamente globalizada por uma rede que ampliou e aproximou pessoas, lugares e companhias. É o acesso total. Não só o comportamento evoluiu, como as relações de negócio já não são as mesmas. Na era industrial, por exemplo, quem tinha o conhecimento, detinha o poder. Hoje, as administrações são participativas, o conhecimento é partilhado, multiplicado, e o poder segue a mesma relação.
Se hoje as mudanças do comportamento humano são orgânicas, são elas também que determinam o direcionamento das estratégias a serem adotadas nas campanhas de incentivo. Estamos falando de uma era, a mais pluralista da história comportamental, em que reconhecer as diferenças e as particularidades é um gesto natural. É orgânico, e nos permite mostrar que onde houver pessoas e objetivos a serem alcançados, uma campanha pode fazer a diferença. E o que vai garantir o sucesso delas é o pragmatismo, o realismo e a proximidade da campanha com o alvo.
A tendência para o setor de incentivo é um aumento dessa conscientização que depende de capacitação, motivação e bem-estar das equipes, para que possam desenvolver o melhor de suas performances. Se sua empresa consegue entender esses movimentos e toma parte disso, ela está no caminho certo. Do contrário, a conformidade puxará uma estagnação geral. No início, pode parecer duvidoso, mas no final as grandes perguntas desses jovens se tornarão nossas ações, que cada vez mais estão conscientes e sustentáveis em todos os sentidos. Mais do que nunca, para entender empresas e pessoas é preciso compreender o que as motivam, desde seus clientes, distribuidores, fornecedores e colaboradores, que são os catalisadores das próximas mudanças, dos resultados e da realização profissional.
Sueli Brusco – é especialista em comportamento humano e como diretora da SimGroup inspira equipes a inovar e a realizarem sonhos. Antenada em tudo o que move profissionais a superarem desafios, é uma executiva curiosa, atenciosa e apaixonada por pessoas e por cãezinhos. Você pode encontrá-la online no linkedin/SueliBrusco. 

terça-feira, 22 de maio de 2012

Como se comportam 80 milhões de brasileiros na internet


Estudo do IAB Brasil traça os hábitos e as preferências dos consumidores na web, que passam cada vez mais tempo conectados e mostram-se receptivos ao Marketing Digital



internet,80 milhões,pesquisa,iabOs brasileiros estão passando cada vez mais tempo online, mostram-se receptivos ao Marketing  Digital e mais confiantes na internet. É o que indica o estudo “Como 80 milhões de brasileiros acessam a internet no Brasil”, desenvolvido pelo Interactive Advertising Bureau (IAB Brasil), em parceria com a comScore, para compreender a audiência online no país e os hábitos dos consumidores no ambiente digital.

De acordo com o levantamento, 36% dos entrevistados passam ao menos duas horas por dia navegando na internet para fins pessoais. A web também é a atividade preferida por todas as faixas etárias, de renda, gênero e região: se tivessem 15 minutos livres, 62% dos respondentes optariam por dedicar a atividades online.

“O usuário brasileiro está cada vez mais conectado e por mais tempo, seja acessando pelo computador, tablet ou celular. O tempo de consumo só tende a crescer, com pessoas acessando a internet em vários dispositivos, inclusive o televisor”, explica Ari Meneghini, Diretor Executivo do IAB Brasil, em entrevista ao Mundo do Marketing.