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segunda-feira, 9 de julho de 2012

Novo estudo reforça que Brasil tem a maior carga fiscal do BRIC


Em média, os países do G8 e as nações "BRIC" de alto crescimento ficam ambos com 28% do PIB em impostos


O Brasil recolhe 34% do PIB em impostos, superior a todos os outros países do BRIC e mais da metade das economias do G8. Esta é uma das conclusões da mais recente pesquisa internacional realizada pela UHY, rede internacional de contabilidade e consultoria, representada no Brasil pela UHY Moreira-Auditores.
Em média, os países do G8 e as nações "BRIC" de alto crescimento ficam ambos com 28% do PIB em impostos (no caso dos BRIC) e 29% (no caso do G8). Entre o G8, os EUA, Canadá, Japão e Rússia impõem impostos mais baixos do que o Brasil. O Reino Unido impõe o mesmo montante: 34%.
O Brasil recolheu US$ 704,1 bilhões de impostos do PIB de US$ 2.081,2 bilhões no ano fiscal mais recente. Desse total, os impostos indiretos compõem US$ 215,9 bilhões, a seguridade social US$ 284,6 bilhões, imposto de renda US$ 121,8 bilhões, e outras contribuições e tributos não usuais em operações convencionais.
A pesquisa da UHY mostra que as três principais economias da Zona do Euro - Alemanha, França e Itália – recolhem em média 43,4% do PIB em impostos. França impõe a maior carga tributária entre as nações estudadas, ficando com 44% do PIB em impostos. Mesmo o Reino Unido, que é visto como um país de imposto relativamente baixo por alguns dos seus concorrentes europeus, está se esforçando para manter uma carga de 34% do PIB.
Diego Moreira, diretor técnico da UHY Moreira-Auditores no Brasil e membro do board da UHY, comenta: "Pelos padrões de mercados emergentes, o Brasil tem uma carga tributária muito alta. O que surpreende é que, com exceção dos três membros da Zona do Euro, a carga tributária no Brasil é maior que a do G8. Apesar do forte crescimento econômico, com os salários subindo de maneira inevitável, o custo para fazer negócios no Brasil não fica tão atrativo em comparação com o resto da América do Sul".
A despeito desta constatação, Diego ressalta que em função do mercado consumidor brasileiro ser bastante atrativo e pelo fato de que as filiais brasileiras de multinacionais afetadas pela crise europeia contribuíram significativamente para a obtenção de bons resultados, as atenções dos investidores continuam voltadas para o Brasil. "O suporte de uma consultoria especializada em processos de internacionalização é fundamental para dar segurança às empresas dispostas a ingressar neste ambiente de negócios", disse.
De acordo com a UHY, muitas nações do G8 aumentaram impostos ao longo dos últimos anos, conforme os governos foram se esforçando para reduzir os seus níveis de dívida. Uma carga tributária maior, no entanto, é muitas vezes identificada como um importante fator inibidor do crescimento econômico.
Profissionais da UHY estudaram dados fiscais e sua relação com o PIB em 23 países, incluindo o G8 e as principais economias emergentes do BRIC.
O estudo também analisou o tipo de impostos cobrados por cada país. Entre o G8, por exemplo, Rússia e Itália recolhem a maior proporção de seus impostos, como impostos indiretos, em 33% (US$ 116 bilhões e US$ 295,2 bilhões, respectivamente). O Reino Unido é o próximo mais alto a 32% (US$ 260,9 bilhões). UHY aponta que estes impostos são mais fáceis de recolher, mas são muitas vezes vistos como um efeito negativo na confiança dos consumidores.
A pesquisa da UHY mostra ainda que, entre o G8, existe um grande abismo no valor relativo das contribuições previdenciárias recolhidas como proporção das receitas fiscais totais. Por exemplo, 63,5% de todos os impostos (US$ 778,7 bilhões), na França, são de seguridade social, enquanto, no outro extremo da escala, impostos específicos de seguridade social compreendem apenas 18,4% (US$ 151 bilhões) de todos os impostos no Reino Unido. De acordo com a UHY, isso é significativo porque o encargo da seguridade social cai parcialmente sobre os empregadores e às vezes é chamado de 'imposto sobre empregos'.
Entre as nações da Zona do Euro incluídas no estudo, apenas a Irlanda e Eslováquia têm carga tributária inferior a 30% do PIB. Alemanha, França e Itália têm cargas tributárias de 43%, 44% e 43% do PIB, respectivamente. A UHY afirma que isso mostra o quão pouco espaço eles têm de manobra em termos de aumento de impostos para reforçar as finanças públicas, enquanto tentam estimular o crescimento econômico. 
Carga tributária total como percentagem do PIB
      
 

TOTAL DE IMPOSTOS RECOLHIDOS (US$bn)

PIB (US$bn)

TOTAL IMPOSTO COMO % DO PIB

 
      
 
México
120.2
1,154.8
10%
 
 
Índia*
197.3
1,676.1
12%
 
 
Nigéria
31.0
238.9
13%
 
 
Rússia
354.5
1,850.4
19%
 
 
EUA
3,648.0
15,094.0
24%
 
 
Malásia
49.8
238.8
21%
 
 
Japão
1,232.8
5,458.8
23%
 
 
Austrália
354.1
1,507.4
23%
 
 
China
1,796.9
7,484.1
24%
 
 
Eslováquia
24.0
87.3
28%
 
 
Irlanda
64.3
217.7
30%
 
 
Espanha
425.0
1,407.4
30%
 
 
România
57.4
189.8
30%
 
 
República Checa
63.5
198.5
32%
 
 
Canadá
559.0
1,736.9
32%
 
 
Estônia
7.0
22.2
32%
 
 
Dinamarca
104.5
333.0
33%
 
 
Reino Unido
817.6
2,417.6
34%
 
 
Brasil
704.1
2,081.2
34%
 
 
Holanda
300.0
780.7
38%
 
 
Alemanha
1,394.2
3,255.5
43%
 
 
Itália
891.8
2,060.9
43%
 
 
França
1,225.6
2,776.3
44%
 
 
G8
10,123.5
34,650.4
29%
 
 
BRIC
3,052.7
11,010.6
28%
 
* Não inclui impostos locais
   

Diego Moreira comenta: "A comparação entre os países da Zona do Euro e as nações do BRIC e outras nações ocidentais é extrema. De um modo geral, os países de baixa taxa impositiva estão experimentando um crescimento mais elevado, enquanto a maioria dos países de crescimento mais baixo têm maiores taxas de impostos. As nações do G8 e do BRIC coletaram ambas, em média, 28% do PIB em impostos (BRIC) e 29% (G8), mas o montante do G8 foi puxado para cima pelos seus membros europeus".
Segundo ele, quando você olha para estes números, é evidente que do ponto de vista fiscal as nações da Zona do Euro estão aumentando os impostos para pagar as dívidas, corroendo a competitividade ainda mais.
O diretor técnico da UHY Moreira-Auditores acrescenta: "Os países da Zona do Euro têm poucas armas fiscais restantes em seus arsenais, mas retêm o controle da política fiscal. Cortar impostos parece ser uma das opções mais viáveis para estimular a demanda, mas com as receitas fiscais ainda em queda ou estagnadas, assegurar a recuperação mantendo finanças públicas sólidas será um grande desafio". 

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Novo estudo reforça que Brasil tem a maior carga fiscal do BRIC


Em média, os países do G8 e as nações "BRIC" de alto crescimento ficam ambos com 28% do PIB em impostos


O Brasil recolhe 34% do PIB em impostos, superior a todos os outros países do BRIC e mais da metade das economias do G8. Esta é uma das conclusões da mais recente pesquisa internacional realizada pela UHY, rede internacional de contabilidade e consultoria, representada no Brasil pela UHY Moreira-Auditores.
Em média, os países do G8 e as nações "BRIC" de alto crescimento ficam ambos com 28% do PIB em impostos (no caso dos BRIC) e 29% (no caso do G8). Entre o G8, os EUA, Canadá, Japão e Rússia impõem impostos mais baixos do que o Brasil. O Reino Unido impõe o mesmo montante: 34%.
O Brasil recolheu US$ 704,1 bilhões de impostos do PIB de US$ 2.081,2 bilhões no ano fiscal mais recente. Desse total, os impostos indiretos compõem US$ 215,9 bilhões, a seguridade social US$ 284,6 bilhões, imposto de renda US$ 121,8 bilhões, e outras contribuições e tributos não usuais em operações convencionais.
A pesquisa da UHY mostra que as três principais economias da Zona do Euro - Alemanha, França e Itália – recolhem em média 43,4% do PIB em impostos. França impõe a maior carga tributária entre as nações estudadas, ficando com 44% do PIB em impostos. Mesmo o Reino Unido, que é visto como um país de imposto relativamente baixo por alguns dos seus concorrentes europeus, está se esforçando para manter uma carga de 34% do PIB.
Diego Moreira, diretor técnico da UHY Moreira-Auditores no Brasil e membro do board da UHY, comenta: "Pelos padrões de mercados emergentes, o Brasil tem uma carga tributária muito alta. O que surpreende é que, com exceção dos três membros da Zona do Euro, a carga tributária no Brasil é maior que a do G8. Apesar do forte crescimento econômico, com os salários subindo de maneira inevitável, o custo para fazer negócios no Brasil não fica tão atrativo em comparação com o resto da América do Sul".
A despeito desta constatação, Diego ressalta que em função do mercado consumidor brasileiro ser bastante atrativo e pelo fato de que as filiais brasileiras de multinacionais afetadas pela crise europeia contribuíram significativamente para a obtenção de bons resultados, as atenções dos investidores continuam voltadas para o Brasil. "O suporte de uma consultoria especializada em processos de internacionalização é fundamental para dar segurança às empresas dispostas a ingressar neste ambiente de negócios", disse.
De acordo com a UHY, muitas nações do G8 aumentaram impostos ao longo dos últimos anos, conforme os governos foram se esforçando para reduzir os seus níveis de dívida. Uma carga tributária maior, no entanto, é muitas vezes identificada como um importante fator inibidor do crescimento econômico.
Profissionais da UHY estudaram dados fiscais e sua relação com o PIB em 23 países, incluindo o G8 e as principais economias emergentes do BRIC.
O estudo também analisou o tipo de impostos cobrados por cada país. Entre o G8, por exemplo, Rússia e Itália recolhem a maior proporção de seus impostos, como impostos indiretos, em 33% (US$ 116 bilhões e US$ 295,2 bilhões, respectivamente). O Reino Unido é o próximo mais alto a 32% (US$ 260,9 bilhões). UHY aponta que estes impostos são mais fáceis de recolher, mas são muitas vezes vistos como um efeito negativo na confiança dos consumidores.
A pesquisa da UHY mostra ainda que, entre o G8, existe um grande abismo no valor relativo das contribuições previdenciárias recolhidas como proporção das receitas fiscais totais. Por exemplo, 63,5% de todos os impostos (US$ 778,7 bilhões), na França, são de seguridade social, enquanto, no outro extremo da escala, impostos específicos de seguridade social compreendem apenas 18,4% (US$ 151 bilhões) de todos os impostos no Reino Unido. De acordo com a UHY, isso é significativo porque o encargo da seguridade social cai parcialmente sobre os empregadores e às vezes é chamado de 'imposto sobre empregos'.
Entre as nações da Zona do Euro incluídas no estudo, apenas a Irlanda e Eslováquia têm carga tributária inferior a 30% do PIB. Alemanha, França e Itália têm cargas tributárias de 43%, 44% e 43% do PIB, respectivamente. A UHY afirma que isso mostra o quão pouco espaço eles têm de manobra em termos de aumento de impostos para reforçar as finanças públicas, enquanto tentam estimular o crescimento econômico. 
Carga tributária total como percentagem do PIB
      
 

TOTAL DE IMPOSTOS RECOLHIDOS (US$bn)

PIB (US$bn)

TOTAL IMPOSTO COMO % DO PIB

 
      
 
México
120.2
1,154.8
10%
 
 
Índia*
197.3
1,676.1
12%
 
 
Nigéria
31.0
238.9
13%
 
 
Rússia
354.5
1,850.4
19%
 
 
EUA
3,648.0
15,094.0
24%
 
 
Malásia
49.8
238.8
21%
 
 
Japão
1,232.8
5,458.8
23%
 
 
Austrália
354.1
1,507.4
23%
 
 
China
1,796.9
7,484.1
24%
 
 
Eslováquia
24.0
87.3
28%
 
 
Irlanda
64.3
217.7
30%
 
 
Espanha
425.0
1,407.4
30%
 
 
România
57.4
189.8
30%
 
 
República Checa
63.5
198.5
32%
 
 
Canadá
559.0
1,736.9
32%
 
 
Estônia
7.0
22.2
32%
 
 
Dinamarca
104.5
333.0
33%
 
 
Reino Unido
817.6
2,417.6
34%
 
 
Brasil
704.1
2,081.2
34%
 
 
Holanda
300.0
780.7
38%
 
 
Alemanha
1,394.2
3,255.5
43%
 
 
Itália
891.8
2,060.9
43%
 
 
França
1,225.6
2,776.3
44%
 
 
G8
10,123.5
34,650.4
29%
 
 
BRIC
3,052.7
11,010.6
28%
 
* Não inclui impostos locais
   

Diego Moreira comenta: "A comparação entre os países da Zona do Euro e as nações do BRIC e outras nações ocidentais é extrema. De um modo geral, os países de baixa taxa impositiva estão experimentando um crescimento mais elevado, enquanto a maioria dos países de crescimento mais baixo têm maiores taxas de impostos. As nações do G8 e do BRIC coletaram ambas, em média, 28% do PIB em impostos (BRIC) e 29% (G8), mas o montante do G8 foi puxado para cima pelos seus membros europeus".
Segundo ele, quando você olha para estes números, é evidente que do ponto de vista fiscal as nações da Zona do Euro estão aumentando os impostos para pagar as dívidas, corroendo a competitividade ainda mais.
O diretor técnico da UHY Moreira-Auditores acrescenta: "Os países da Zona do Euro têm poucas armas fiscais restantes em seus arsenais, mas retêm o controle da política fiscal. Cortar impostos parece ser uma das opções mais viáveis para estimular a demanda, mas com as receitas fiscais ainda em queda ou estagnadas, assegurar a recuperação mantendo finanças públicas sólidas será um grande desafio". 

terça-feira, 29 de maio de 2012

Nada é mais certo neste mundo do que a morte e os impostos


Frase acima foi proferida por Benjamin Franklin, há séculos, mas continua bastante atual


Caro gestor, Benjamin Franklin estava certo: não dá para fugir da morte e nem dos impostos. Porém, dá para adiar um pouco a morte (minha sogra que o diga) e tentar pagar menos impostos até para poder usufruir um pouco mais a sobrevida.
Em nossas empresas, ou naquelas nas quais trabalhamos, nossa missão como proprietários ou gestores é criar valor e uma das formas para isso é pagar a menor quantidade possível de impostos ao nosso grande sócio: o governo.
Não estou pregando aqui a evasão ou sonegação de impostos, mas, sim, o pagamento de todos os impostos devidos, nem menos e nem mais. O nome técnico para o pagamento de menos impostos de forma legal é elisão – com fonética muito próxima de evasão e sonegação (ilegalidade), que aí, sim, não deveriam fazer parte de nosso vocabulário.
O que queremos neste espaço é discutir o conceito e as características dos principais impostos incidentes sobre as pessoas jurídicas no Brasil.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

O fim da guerra dos portos


A partir de janeiro de 2013, a chamada guerra dos portos chegará ao fim, com a entrada em vigor do Projeto de Resolução nº 72 do Senado Federal, que prevê a cobrança de 4% de alíquota interestadual do Imposto de Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) para produtos importados. Já não era sem tempo.
Com isso, os importadores que se beneficiavam desse tipo de incentivo fiscal oferecido por Estados como Espírito Santo e Santa Catarina voltarão a utilizar os principais portos do País para o desembaraço de mercadorias. Assim, voltar-se-á à normalidade, pois sempre pareceu um atentado ao bom senso que importações via Espírito Santo e, mais recentemente, Santa Catarina gozassem desse benefício de redução da alíquota do ICMS na entrada pelo simples fato de serem importadas por meio daqueles Estados quando o destino de parte muito significativa dessas mercadorias era o Estado de São Paulo.
É verdade que a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) já admitiu que aguarda um significativo aumento de cargas a partir de janeiro. Segundo dados da Codesp, de 2004 a 2011, registrou-se um aumento de 577% nos valores de cargas desembaraçadas no Porto de Vitória-ES com destino ao Estado de São Paulo, ou seja, houve um crescimento de US$ 12,2 milhões para US$ 82,9 milhões.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Brasileiros terão de trabalhar 150 dias só para pagar impostos, diz IBT


Dependendo da faixa de renda, poderá ser necessário trabalhar ainda mais para esse fim


O brasileiro trabalhará em média 4 meses e 29 dias para o pagamento de impostos, taxas e contribuições às três esferas de poder: federal, estadual e municipal, conforme aponta o estudo "Dias Trabalhados para pagar Tributos", elaborado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT).
"Em 2011,o brasileiro trabalhou 149 dias; em 2010, foram 148 dias; em 2009, 147 dias; e em 2008,148 dias. A quantidade de dias dobrou em relação à década de 1970, quando eram necessários 76 dias de trabalho para esse fim", comenta o presidente executivo do Instituto, João Eloi Olenike.
O estudo do IBPT, cuja edição do ano de 2006 serviu de base para a instituição de 25 de maio como o "Dia Nacional de Respeito ao Contribuinte" constata que, dependendo da faixa de renda, o contribuinte terá de trabalhar mais dias no ano para ficar quite com o Leão: os que têm rendimento mensal de até R$ 3.000 trabalharão 143 dias; os que possuem rendimento de R$ 3.000 a R$ 10.000, 159 dias, e aqueles que ganham acima de R$ 10.000, trabalharão152 dias.
Além da tributação incidente sobre os rendimentos, como Imposto de Renda Pessoa Física, INSS, previdências oficiais e contribuições sindicais, o cidadão brasileiro paga tributos indiretos sobre o consumo, inclusos no preço dos produtos e serviços (PIS, COFINS, ICMS, IPI, ISS, etc) e sobre o patrimônio (IPTU, IPVA, ITCMD, ITBI, ITR). As taxas (limpeza pública, coleta de lixo, emissão de documentos) e contribuições (iluminação pública) também estão consideradas no cálculo.