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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Medidas pontuais esgotam-se como estímulo à economia, analisa professor


Desde a promulgação da Constituição de 1988, o Brasil carece de medidas estruturais de sustentação perene da economia


As medidas anticíclicas adotadas pelo governo desde a eclosão da crise mundial, em 2008, contribuíram para manter a economia aquecida, criar empregos e promover a inclusão socioeconômica de milhões de habitantes, em contraste com a difícil situação de numerosos outros países. No entanto, conforme alertamos em vários artigos, essas estratégias contingenciais esgotam-se como solução para conferir sustentabilidade ao PIB e estimular o instinto animal de investimento do empresariado.
Desde a promulgação da Constituição de 1988, há 24 anos, portanto, o Brasil carece de medidas estruturais de sustentação perene da economia. Se as tivéssemos adotado, sua soma às políticas inclusivas, à formação de reservas cambiais próximas de US$ 400 bilhões, ao incentivo às exportações, ao aumento da renda e sua melhor distribuição e outros avanços verificados nos últimos dez anos, provavelmente estaríamos numa situação muito melhor para o enfrentamento das crises globais.

Ao relegar as reformas estruturais, o País foi pego no contrapé pela crise em 2008. Na mais digna acepção do "jeitinho brasileiro", o governo estimulou o consumo, o crédito e a liquidez, com isenções fiscais, flexibilização dos compulsórios bancários e medidas pontuais de estímulo. Como toda ação de emergência, essas estratégias esgotam-se, pois começam a desorganizar a economia, e o governo está emitindo sinais contraditórios. Ao eleger setores para a concessão de estímulos, comete um erro dramático, pois desperta a sensação nos segmentos não incluídos de que foram lesados.

As desonerações pontuais estão criando uma confusão nas cadeias produtivas e gerando insegurança no espírito animal do empresário, cujo instinto de sobrevivência o leva à defesa. Não é possível incentivar o ânimo empreendedor apenas com a redução de juros. Essa fase já passou. Tratava-se de algo premente quando havia uma demanda muito aquecida e as empresas precisavam ampliar a produção. Dinheiro barato não basta. No Japão, por exemplo, a taxa é negativa, mas o investimento é pífio.

Empresários somente investem se houver desoneração tributária generalizada, com a eliminação definitiva de absurdos como os impostos em cascata. É necessária uma eficaz reforma tributária, que elimine distorções como a incidência, sobre a mesma base, de distintos impostos e taxas. Também não podemos continuar taxando investimentos e arcando com PIS/Cofins sobre o faturamento.

Estamos sob o risco de uma perigosa escalada de recessão. Não podemos mais ignorar as reformas estruturais. É preciso que se adotem medidas sóbrias e tecnicamente corretas, capazes de estabelecer uma nova perspectiva de confiança do empresariado. Sobretudo, é fundamental um regime tributário que desonere toda a atividade produtiva. Em contraste com os benefícios segmentados, a sociedade brasileira está pagando mais tributos do que nunca. A política econômica tem emitido sinais contrários às falas da presidente Dilma Rousseff. É preciso sintonizar discurso e prática enquanto o País ainda tem fôlego para evitar o pior.

Antoninho Marmo Trevisan, presidente da Trevisan Escola de Negócios, é membro do Conselho Superior do Movimento Brasil Competitivo e do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Novo estudo reforça que Brasil tem a maior carga fiscal do BRIC


Em média, os países do G8 e as nações "BRIC" de alto crescimento ficam ambos com 28% do PIB em impostos


O Brasil recolhe 34% do PIB em impostos, superior a todos os outros países do BRIC e mais da metade das economias do G8. Esta é uma das conclusões da mais recente pesquisa internacional realizada pela UHY, rede internacional de contabilidade e consultoria, representada no Brasil pela UHY Moreira-Auditores.
Em média, os países do G8 e as nações "BRIC" de alto crescimento ficam ambos com 28% do PIB em impostos (no caso dos BRIC) e 29% (no caso do G8). Entre o G8, os EUA, Canadá, Japão e Rússia impõem impostos mais baixos do que o Brasil. O Reino Unido impõe o mesmo montante: 34%.
O Brasil recolheu US$ 704,1 bilhões de impostos do PIB de US$ 2.081,2 bilhões no ano fiscal mais recente. Desse total, os impostos indiretos compõem US$ 215,9 bilhões, a seguridade social US$ 284,6 bilhões, imposto de renda US$ 121,8 bilhões, e outras contribuições e tributos não usuais em operações convencionais.
A pesquisa da UHY mostra que as três principais economias da Zona do Euro - Alemanha, França e Itália – recolhem em média 43,4% do PIB em impostos. França impõe a maior carga tributária entre as nações estudadas, ficando com 44% do PIB em impostos. Mesmo o Reino Unido, que é visto como um país de imposto relativamente baixo por alguns dos seus concorrentes europeus, está se esforçando para manter uma carga de 34% do PIB.
Diego Moreira, diretor técnico da UHY Moreira-Auditores no Brasil e membro do board da UHY, comenta: "Pelos padrões de mercados emergentes, o Brasil tem uma carga tributária muito alta. O que surpreende é que, com exceção dos três membros da Zona do Euro, a carga tributária no Brasil é maior que a do G8. Apesar do forte crescimento econômico, com os salários subindo de maneira inevitável, o custo para fazer negócios no Brasil não fica tão atrativo em comparação com o resto da América do Sul".
A despeito desta constatação, Diego ressalta que em função do mercado consumidor brasileiro ser bastante atrativo e pelo fato de que as filiais brasileiras de multinacionais afetadas pela crise europeia contribuíram significativamente para a obtenção de bons resultados, as atenções dos investidores continuam voltadas para o Brasil. "O suporte de uma consultoria especializada em processos de internacionalização é fundamental para dar segurança às empresas dispostas a ingressar neste ambiente de negócios", disse.
De acordo com a UHY, muitas nações do G8 aumentaram impostos ao longo dos últimos anos, conforme os governos foram se esforçando para reduzir os seus níveis de dívida. Uma carga tributária maior, no entanto, é muitas vezes identificada como um importante fator inibidor do crescimento econômico.
Profissionais da UHY estudaram dados fiscais e sua relação com o PIB em 23 países, incluindo o G8 e as principais economias emergentes do BRIC.
O estudo também analisou o tipo de impostos cobrados por cada país. Entre o G8, por exemplo, Rússia e Itália recolhem a maior proporção de seus impostos, como impostos indiretos, em 33% (US$ 116 bilhões e US$ 295,2 bilhões, respectivamente). O Reino Unido é o próximo mais alto a 32% (US$ 260,9 bilhões). UHY aponta que estes impostos são mais fáceis de recolher, mas são muitas vezes vistos como um efeito negativo na confiança dos consumidores.
A pesquisa da UHY mostra ainda que, entre o G8, existe um grande abismo no valor relativo das contribuições previdenciárias recolhidas como proporção das receitas fiscais totais. Por exemplo, 63,5% de todos os impostos (US$ 778,7 bilhões), na França, são de seguridade social, enquanto, no outro extremo da escala, impostos específicos de seguridade social compreendem apenas 18,4% (US$ 151 bilhões) de todos os impostos no Reino Unido. De acordo com a UHY, isso é significativo porque o encargo da seguridade social cai parcialmente sobre os empregadores e às vezes é chamado de 'imposto sobre empregos'.
Entre as nações da Zona do Euro incluídas no estudo, apenas a Irlanda e Eslováquia têm carga tributária inferior a 30% do PIB. Alemanha, França e Itália têm cargas tributárias de 43%, 44% e 43% do PIB, respectivamente. A UHY afirma que isso mostra o quão pouco espaço eles têm de manobra em termos de aumento de impostos para reforçar as finanças públicas, enquanto tentam estimular o crescimento econômico. 
Carga tributária total como percentagem do PIB
      
 

TOTAL DE IMPOSTOS RECOLHIDOS (US$bn)

PIB (US$bn)

TOTAL IMPOSTO COMO % DO PIB

 
      
 
México
120.2
1,154.8
10%
 
 
Índia*
197.3
1,676.1
12%
 
 
Nigéria
31.0
238.9
13%
 
 
Rússia
354.5
1,850.4
19%
 
 
EUA
3,648.0
15,094.0
24%
 
 
Malásia
49.8
238.8
21%
 
 
Japão
1,232.8
5,458.8
23%
 
 
Austrália
354.1
1,507.4
23%
 
 
China
1,796.9
7,484.1
24%
 
 
Eslováquia
24.0
87.3
28%
 
 
Irlanda
64.3
217.7
30%
 
 
Espanha
425.0
1,407.4
30%
 
 
România
57.4
189.8
30%
 
 
República Checa
63.5
198.5
32%
 
 
Canadá
559.0
1,736.9
32%
 
 
Estônia
7.0
22.2
32%
 
 
Dinamarca
104.5
333.0
33%
 
 
Reino Unido
817.6
2,417.6
34%
 
 
Brasil
704.1
2,081.2
34%
 
 
Holanda
300.0
780.7
38%
 
 
Alemanha
1,394.2
3,255.5
43%
 
 
Itália
891.8
2,060.9
43%
 
 
França
1,225.6
2,776.3
44%
 
 
G8
10,123.5
34,650.4
29%
 
 
BRIC
3,052.7
11,010.6
28%
 
* Não inclui impostos locais
   

Diego Moreira comenta: "A comparação entre os países da Zona do Euro e as nações do BRIC e outras nações ocidentais é extrema. De um modo geral, os países de baixa taxa impositiva estão experimentando um crescimento mais elevado, enquanto a maioria dos países de crescimento mais baixo têm maiores taxas de impostos. As nações do G8 e do BRIC coletaram ambas, em média, 28% do PIB em impostos (BRIC) e 29% (G8), mas o montante do G8 foi puxado para cima pelos seus membros europeus".
Segundo ele, quando você olha para estes números, é evidente que do ponto de vista fiscal as nações da Zona do Euro estão aumentando os impostos para pagar as dívidas, corroendo a competitividade ainda mais.
O diretor técnico da UHY Moreira-Auditores acrescenta: "Os países da Zona do Euro têm poucas armas fiscais restantes em seus arsenais, mas retêm o controle da política fiscal. Cortar impostos parece ser uma das opções mais viáveis para estimular a demanda, mas com as receitas fiscais ainda em queda ou estagnadas, assegurar a recuperação mantendo finanças públicas sólidas será um grande desafio". 

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Novo estudo reforça que Brasil tem a maior carga fiscal do BRIC


Em média, os países do G8 e as nações "BRIC" de alto crescimento ficam ambos com 28% do PIB em impostos


O Brasil recolhe 34% do PIB em impostos, superior a todos os outros países do BRIC e mais da metade das economias do G8. Esta é uma das conclusões da mais recente pesquisa internacional realizada pela UHY, rede internacional de contabilidade e consultoria, representada no Brasil pela UHY Moreira-Auditores.
Em média, os países do G8 e as nações "BRIC" de alto crescimento ficam ambos com 28% do PIB em impostos (no caso dos BRIC) e 29% (no caso do G8). Entre o G8, os EUA, Canadá, Japão e Rússia impõem impostos mais baixos do que o Brasil. O Reino Unido impõe o mesmo montante: 34%.
O Brasil recolheu US$ 704,1 bilhões de impostos do PIB de US$ 2.081,2 bilhões no ano fiscal mais recente. Desse total, os impostos indiretos compõem US$ 215,9 bilhões, a seguridade social US$ 284,6 bilhões, imposto de renda US$ 121,8 bilhões, e outras contribuições e tributos não usuais em operações convencionais.
A pesquisa da UHY mostra que as três principais economias da Zona do Euro - Alemanha, França e Itália – recolhem em média 43,4% do PIB em impostos. França impõe a maior carga tributária entre as nações estudadas, ficando com 44% do PIB em impostos. Mesmo o Reino Unido, que é visto como um país de imposto relativamente baixo por alguns dos seus concorrentes europeus, está se esforçando para manter uma carga de 34% do PIB.
Diego Moreira, diretor técnico da UHY Moreira-Auditores no Brasil e membro do board da UHY, comenta: "Pelos padrões de mercados emergentes, o Brasil tem uma carga tributária muito alta. O que surpreende é que, com exceção dos três membros da Zona do Euro, a carga tributária no Brasil é maior que a do G8. Apesar do forte crescimento econômico, com os salários subindo de maneira inevitável, o custo para fazer negócios no Brasil não fica tão atrativo em comparação com o resto da América do Sul".
A despeito desta constatação, Diego ressalta que em função do mercado consumidor brasileiro ser bastante atrativo e pelo fato de que as filiais brasileiras de multinacionais afetadas pela crise europeia contribuíram significativamente para a obtenção de bons resultados, as atenções dos investidores continuam voltadas para o Brasil. "O suporte de uma consultoria especializada em processos de internacionalização é fundamental para dar segurança às empresas dispostas a ingressar neste ambiente de negócios", disse.
De acordo com a UHY, muitas nações do G8 aumentaram impostos ao longo dos últimos anos, conforme os governos foram se esforçando para reduzir os seus níveis de dívida. Uma carga tributária maior, no entanto, é muitas vezes identificada como um importante fator inibidor do crescimento econômico.
Profissionais da UHY estudaram dados fiscais e sua relação com o PIB em 23 países, incluindo o G8 e as principais economias emergentes do BRIC.
O estudo também analisou o tipo de impostos cobrados por cada país. Entre o G8, por exemplo, Rússia e Itália recolhem a maior proporção de seus impostos, como impostos indiretos, em 33% (US$ 116 bilhões e US$ 295,2 bilhões, respectivamente). O Reino Unido é o próximo mais alto a 32% (US$ 260,9 bilhões). UHY aponta que estes impostos são mais fáceis de recolher, mas são muitas vezes vistos como um efeito negativo na confiança dos consumidores.
A pesquisa da UHY mostra ainda que, entre o G8, existe um grande abismo no valor relativo das contribuições previdenciárias recolhidas como proporção das receitas fiscais totais. Por exemplo, 63,5% de todos os impostos (US$ 778,7 bilhões), na França, são de seguridade social, enquanto, no outro extremo da escala, impostos específicos de seguridade social compreendem apenas 18,4% (US$ 151 bilhões) de todos os impostos no Reino Unido. De acordo com a UHY, isso é significativo porque o encargo da seguridade social cai parcialmente sobre os empregadores e às vezes é chamado de 'imposto sobre empregos'.
Entre as nações da Zona do Euro incluídas no estudo, apenas a Irlanda e Eslováquia têm carga tributária inferior a 30% do PIB. Alemanha, França e Itália têm cargas tributárias de 43%, 44% e 43% do PIB, respectivamente. A UHY afirma que isso mostra o quão pouco espaço eles têm de manobra em termos de aumento de impostos para reforçar as finanças públicas, enquanto tentam estimular o crescimento econômico. 
Carga tributária total como percentagem do PIB
      
 

TOTAL DE IMPOSTOS RECOLHIDOS (US$bn)

PIB (US$bn)

TOTAL IMPOSTO COMO % DO PIB

 
      
 
México
120.2
1,154.8
10%
 
 
Índia*
197.3
1,676.1
12%
 
 
Nigéria
31.0
238.9
13%
 
 
Rússia
354.5
1,850.4
19%
 
 
EUA
3,648.0
15,094.0
24%
 
 
Malásia
49.8
238.8
21%
 
 
Japão
1,232.8
5,458.8
23%
 
 
Austrália
354.1
1,507.4
23%
 
 
China
1,796.9
7,484.1
24%
 
 
Eslováquia
24.0
87.3
28%
 
 
Irlanda
64.3
217.7
30%
 
 
Espanha
425.0
1,407.4
30%
 
 
România
57.4
189.8
30%
 
 
República Checa
63.5
198.5
32%
 
 
Canadá
559.0
1,736.9
32%
 
 
Estônia
7.0
22.2
32%
 
 
Dinamarca
104.5
333.0
33%
 
 
Reino Unido
817.6
2,417.6
34%
 
 
Brasil
704.1
2,081.2
34%
 
 
Holanda
300.0
780.7
38%
 
 
Alemanha
1,394.2
3,255.5
43%
 
 
Itália
891.8
2,060.9
43%
 
 
França
1,225.6
2,776.3
44%
 
 
G8
10,123.5
34,650.4
29%
 
 
BRIC
3,052.7
11,010.6
28%
 
* Não inclui impostos locais
   

Diego Moreira comenta: "A comparação entre os países da Zona do Euro e as nações do BRIC e outras nações ocidentais é extrema. De um modo geral, os países de baixa taxa impositiva estão experimentando um crescimento mais elevado, enquanto a maioria dos países de crescimento mais baixo têm maiores taxas de impostos. As nações do G8 e do BRIC coletaram ambas, em média, 28% do PIB em impostos (BRIC) e 29% (G8), mas o montante do G8 foi puxado para cima pelos seus membros europeus".
Segundo ele, quando você olha para estes números, é evidente que do ponto de vista fiscal as nações da Zona do Euro estão aumentando os impostos para pagar as dívidas, corroendo a competitividade ainda mais.
O diretor técnico da UHY Moreira-Auditores acrescenta: "Os países da Zona do Euro têm poucas armas fiscais restantes em seus arsenais, mas retêm o controle da política fiscal. Cortar impostos parece ser uma das opções mais viáveis para estimular a demanda, mas com as receitas fiscais ainda em queda ou estagnadas, assegurar a recuperação mantendo finanças públicas sólidas será um grande desafio". 

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Brasil cai duas posições em ranking global de competitividade


País caiu de 44o para 46o, ficando atrás de Filipinas, Peru e Hungria; desempenho brasileiro foi prejudicado pelo crescimento frágil do PIB, pressões inflacionárias e competitividade nacional


 escola de negócios suíça IMD divulgou nesta quarta-feira (31) o Ranking Anual de Competitividade (World Competitiveness Yearbook - WCY), que compara as estratégias de gestão econômica e de recursos humanos adotadas pelos países como ferramentas de crescimento e prosperidade. O Brasil, que aparecia em 44o na edição de 2011, caiu para 46o no ranking atual. Desde 2010 o país perde posições no ranking, quando ocupava o 38o lugar.
Na ponta, as economias mais competitivas - de acordo com os critérios analisados pelo IMD - são, respectivamente, Hong Kong, Estados Unidos e Suíça. Os norte-americanos permanecem como o centro da competitividade mundial por conta do poder econômico, dinamismo dos empreendimentos e capacidade de inovação, ponderou o IMD.

"A competitividade dos Estados Unidos teve um impacto profundo em todo o mundo por conta da sua interação única com todas as economias, sejam elas avançadas ou emergentes. Nenhuma outra nação exerce uma influência semelhante", afirma Stephane Garelli, diretor do Centro de Competitividade do IMD. "A Europa é uma economia sobrecarregada de austeridade, é fragmentada em termos de lideranças políticas e dificilmente poderia substituir [os Estados Unidos], enquanto o bloco de mercados emergentes do Sul ainda estão progredindo", completou.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Estudo internacional sobre ensino de Administração e Economia será apresentado em São Paulo


Evento gratuito acontece na primeira quinzena de junho


Acontecerá em São Paulo, no próximo dia 11 de junho, das 18h30 às 21h30, uma conferência internacional sobre os desafios e o futuro da educação em Administração de Empresas, Gestão e Economia. Durante o evento, gratuito e aberto ao público, serão apresentadas as conclusões preliminares de estudo global promovido pela organização não governamental 50+20. A conferência, que será em inglês, está sendo organizada pela Universidade de St.Gallen e Business School Lausanne em conjunto com a Fundação Dom Cabral (FDC), e será realizada na Rua. Dr. Cardoso de Melo, 1184, no Itaim.
Ainda hoje a educação em Economia, Administração e Gestão segue uma agenda criada na década de 50 do século passado, quando o mundo vivia uma situação totalmente diferente da que temos hoje. Esse atraso de mais de 50 anos nas premissas que embasam os currículos das melhores escolas no mundo dificulta o avanço da gestão pública e do setor produtivo em direção à economia verde e ao desenvolvimento sustentável.
E é justamente esse o motivo pelo qual o World Business School Council of Sustainable Business (WBSCSB), a Globally Responsible Leadership Initiative (GRLI) e os Principles of Responsible Management Education (U.N. backed PRME) criaram a 50+20. O objetivo é que o documento que está sendo elaborado por essa ONG e que será debatido em São Paulo, no próximo dia 11, antes de seu lançamento na Rio+20, estabeleça novas bases para que as lideranças de escolas de economia, administração e gestão repensem como esses cursos podem contribuir para criarmos lideres e gestores comprometidos com a sustentabilidade.
As inscrições podem ser feitas pelo email atendimento@fdc.org.br até o dia 7 de junho.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Brasileiros terão de trabalhar 150 dias só para pagar impostos, diz IBT


Dependendo da faixa de renda, poderá ser necessário trabalhar ainda mais para esse fim


O brasileiro trabalhará em média 4 meses e 29 dias para o pagamento de impostos, taxas e contribuições às três esferas de poder: federal, estadual e municipal, conforme aponta o estudo "Dias Trabalhados para pagar Tributos", elaborado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT).
"Em 2011,o brasileiro trabalhou 149 dias; em 2010, foram 148 dias; em 2009, 147 dias; e em 2008,148 dias. A quantidade de dias dobrou em relação à década de 1970, quando eram necessários 76 dias de trabalho para esse fim", comenta o presidente executivo do Instituto, João Eloi Olenike.
O estudo do IBPT, cuja edição do ano de 2006 serviu de base para a instituição de 25 de maio como o "Dia Nacional de Respeito ao Contribuinte" constata que, dependendo da faixa de renda, o contribuinte terá de trabalhar mais dias no ano para ficar quite com o Leão: os que têm rendimento mensal de até R$ 3.000 trabalharão 143 dias; os que possuem rendimento de R$ 3.000 a R$ 10.000, 159 dias, e aqueles que ganham acima de R$ 10.000, trabalharão152 dias.
Além da tributação incidente sobre os rendimentos, como Imposto de Renda Pessoa Física, INSS, previdências oficiais e contribuições sindicais, o cidadão brasileiro paga tributos indiretos sobre o consumo, inclusos no preço dos produtos e serviços (PIS, COFINS, ICMS, IPI, ISS, etc) e sobre o patrimônio (IPTU, IPVA, ITCMD, ITBI, ITR). As taxas (limpeza pública, coleta de lixo, emissão de documentos) e contribuições (iluminação pública) também estão consideradas no cálculo. 

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Confiança do empresário do comércio na economia registra alta em abril


A pesquisa da CNC mostra que o Índice de Expectativas do Empresário do Comércio, um dos indicadores que compõem o Icec, apresentou alta de 3,4% em relação a 2011 e de 1,3% na comparação com março




O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) registrou alta de 0,4% em abril, na comparação com março, ficando em 127,6 pontos, de acordo com os dados divulgados hoje (8) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Na comparação com abril do ano passado, no entanto, houve queda de 1,4%.
A pesquisa da CNC mostra que o Índice de Expectativas do Empresário do Comércio, um dos indicadores que compõem o Icec, apresentou alta de 3,4% em relação a 2011 e de 1,3% na comparação com março. Para o economista João Felipe Santoro Araújo, da CNC, "esse resultado já reflete uma expectativa de melhora nas vendas para o segundo semestre deste ano, em função da queda dos juros".
Já o Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio, que também entra na composição do Icec, registrou quedas de 1,3% em abril, em relação a março, e de 7,8%, no comparação anual. "O empresário hoje não vê a situação dele tão favorável, no entanto, ele espera que essa situação melhore daqui para a frente", analisa o economista.
Na avaliação da CNC, o setor do comércio deverá começar a sentir, no segundo semestre, os efeitos dos estímulos monetários anunciados pelo governo. "É complicado estabelecer uma causalidade entre queda de juros e resultado de vendas, mas a gente espera que um menor comprometimento da renda com os juros do crédito abra espaço para que as pessoas consumam mais", diz Araújo. 

Fonte: http://www.administradores.com.br/