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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Salário ou satisfação profissional?


Podemos observar que muitos profissionais bem sucedidos em suas carreiras fazem exatamente o que mais gostam e, como resultado, acabam sendo muito bem remunerados


Uma grande dificuldade para se obter sucesso profissional está justamente em saber "o que se quer ser quando crescer". Uma minoria de pessoas consegue ter a clareza de qual profissão deseja desempenhar no futuro, principalmente no momento de ingressar em uma universidade.
Normalmente, nos deparamos com algumas situações bem conhecidas por muitos, como a forte pressão dos pais pela escolha da profissão que mais os agrada, falta de clareza sobre qual carreira escolher ou a opção por um curso que caiba no orçamento - mesmo que não seja o curso ideal.
A exigência do mercado de trabalho e, psicologicamente, da sociedade, por uma formação de nível superior, faz com que muitas pessoas escolham um curso sem terem a certeza do que querem, e no meio do caminho desistem, ou ainda concluem o curso e não exercem a profissão.

Iniciamos nossas experiências profissionais buscando a felicidade, mas a necessidade financeira para suprir os desejos que a juventude exige acaba abrindo caminhos que dificultam. A verdade é que muitos jovens, pela falta de clareza e experiência, não sabem o que querem fazer e em que trabalhar para se considerarem felizes profissionalmente. 
Imagem: Thinkstock

Geralmente optamos por algum curso de nível superior sem muita certeza da nossa escolha e experimentamos vários tipos de trabalhos e funções na busca pelo dinheiro. Afinal, logo de cara nossa busca pela felicidade acaba sendo deixada para segundo plano quando damos a prioridade para a questão financeira. No momento em que trabalhamos exclusivamente por melhores salários e melhores cargos, a satisfação pessoal e profissional ficam distantes de serem alcançadas.
Muitas pesquisas apontam que profissionais de cargos elevados em grandes organizações e com salários altíssimos largam tudo na busca pela satisfação por fazerem algo que realmente gostam e acreditam. Muitos reiniciam suas vidas profissionais e conseguem reequilibrar suas carreiras, onde conseguem dar prioridade para o prazer pelo que fazem e em pouco tempo conseguem ter como consequência um excelente retorno financeiro.
Aquele velho ditado que diz "nunca é tarde para recomeçar" é muitas vezes praticado por profissionais que conseguem aproveitar os programas de desenvolvimento oferecidos pelas organizações que investem em seus profissionais, sendo que o autoconhecimento proporcionado permite que muitos possam conquistar um novo significado para suas carreiras e consigam melhores resultados dentro da própria organização. Em alguns casos, os profissionais acabam mudando de área, pois a felicidade não é vislumbrada dentro da mesma organização. O mais importante é não desistir da busca pela felicidade.
Por conhecer diversos exemplos de casos reais, acredito que a forma mais sustentável de manter a equação salário x satisfação equilibrada é não focar única e exclusivamente no dinheiro, pois este deve vir como resultado do trabalho que é feito quando se gosta, com prazer e significado especial para quem o faz. É importante ser honesto consigo mesmo na busca pela felicidade profissional e que possamos mudar nossos rumos a qualquer época de nossas vidas, afinal: nunca é tarde para recomeçar!
Alan Cordeiro - Administrador e consultor da M&S, consultoria especializada em desenvolvimento humano. 

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Quer ser trainee? Saiba se você tem o perfil


Não basta formação acadêmica e fluência no inglês; as empresas querem profissionais com visão macro, capazes de administrar a própria carreira


Gerir a própria carreira, ter visão macro, espírito de liderança e iniciativa. Essas são apenas algumas das características procuradas nos candidatos a vagas de trainees, jovens recém-formados em início de carreira que serão responsáveis por dirigir a organização.
A preocupação com a sucessão levou as empresas, em sua maioria de grande porte, a aumentarem significativamente os programas de trainee nos últimos dois anos. E elas pagam bem: em média, um trainee recebe R$ 4 mil por mês e tem os mesmos direitos que os outros colaboradores da companhia, garantidos pela legislação trabalhista.
Mas conquistar uma vaga para o cargo no mercado de trabalho não é tarefa fácil. As empresas costumam receber em média 30 mil inscrições para os programas de trainees em seus sites corporativos. A concorrência requer dos candidatos uma boa formação universitária e cultural. Geralmente, os processos seletivos para as vagas incluem testes de raciocínio-lógico, inglês e conhecimentos gerais.
Após essa etapa, os trainees costumam passar por dinâmicas de grupos, apresentações pessoais e entrevistas com gestores. Nem todas as empresas exigem experiência para o cargo, mas é necessário estar preparado para enfrentar essa maratona de seleção. Jovens formados em Administração, Economia, Engenharia e Comunicação são os mais buscados pelas organizações que contratam trainees para preparar futuros dirigentes.
"São empresas que preferem formar internamente esses jovens, dentro da sua cultura e valores, garantindo que esses princípios sejam preservados. Além disso, garantem um maior acerto nos processos de preenchimento de cargos vagos, pois conhecem bem o candidato interno, que já está adaptado a sua cultura e já conhecem seus processos", afirma Gilberto Lara, diretor corporativo de Desenvolvimento Humano e Organizacional do Grupo Votorantim.
Segundo ele, um trainee deve ter visão crítica e global, excelentes conhecimentos de idiomas, espírito de grupo, liderança e ambição saudável: "Desde o primeiro dia de trabalho, ele deve tomar sua carreira nas próprias mãos. Deve buscar se desenvolver técnica e comportamentalmente, aceitar e buscar feedback, buscar projetos com alto grau de desafio e de exposição."
A coordenadora de seleção Caroline Cobiak, da consultoria de desenvolvimento organizacional Across, explica que apesar de os trainees terem a possibilidade de conhecer todas as áreas da empresa, eles são contratados para realizar tarefas definidas. Segundo ela, ao final do programa, nem sempre os trainees assumirão um cargo de gerência. Isso porque, para ocupar tal posto, eles precisam ter maturidade. E, em muitos casos, os trainees não alcançam o amadurecimento necessário para mudar de cargo ao final de um programa. "Cabe ao trainee buscar coisas novas. O profissional que tem uma visão macro da empresa deve propor projetos. Ele não pode esperar feedback. O trainee é o responsável pela sua carreira. Ele deve estabelecer parcerias, construir seu network, aprimorar-se", ressalta a coordenadora de seleção.
Ela destaca que para assumir cargos de responsabilidade na organização, o trainee tem de estar preparado para lidar com situações adversas e deve propor soluções. "Ele deve ser pró-ativo, saber transmitir suas ideias, definir prioridades, ter capacidade analítica", observa. 

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Quer ser trainee? Saiba se você tem o perfil


Não basta formação acadêmica e fluência no inglês; as empresas querem profissionais com visão macro, capazes de administrar a própria carreira

Gerir a própria carreira, ter visão macro, espírito de liderança e iniciativa. Essas são apenas algumas das características procuradas nos candidatos a vagas de trainees, jovens recém-formados em início de carreira que serão responsáveis por dirigir a organização.
A preocupação com a sucessão levou as empresas, em sua maioria de grande porte, a aumentarem significativamente os programas de trainee nos últimos dois anos. E elas pagam bem: em média, um trainee recebe R$ 4 mil por mês e tem os mesmos direitos que os outros colaboradores da companhia, garantidos pela legislação trabalhista.
Mas conquistar uma vaga para o cargo no mercado de trabalho não é tarefa fácil. As empresas costumam receber em média 30 mil inscrições para os programas de trainees em seus sites corporativos. A concorrência requer dos candidatos uma boa formação universitária e cultural. Geralmente, os processos seletivos para as vagas incluem testes de raciocínio-lógico, inglês e conhecimentos gerais.
Após essa etapa, os trainees costumam passar por dinâmicas de grupos, apresentações pessoais e entrevistas com gestores. Nem todas as empresas exigem experiência para o cargo, mas é necessário estar preparado para enfrentar essa maratona de seleção. Jovens formados em Administração, Economia, Engenharia e Comunicação são os mais buscados pelas organizações que contratam trainees para preparar futuros dirigentes.
"São empresas que preferem formar internamente esses jovens, dentro da sua cultura e valores, garantindo que esses princípios sejam preservados. Além disso, garantem um maior acerto nos processos de preenchimento de cargos vagos, pois conhecem bem o candidato interno, que já está adaptado a sua cultura e já conhecem seus processos", afirma Gilberto Lara, diretor corporativo de Desenvolvimento Humano e Organizacional do Grupo Votorantim.
Segundo ele, um trainee deve ter visão crítica e global, excelentes conhecimentos de idiomas, espírito de grupo, liderança e ambição saudável: "Desde o primeiro dia de trabalho, ele deve tomar sua carreira nas próprias mãos. Deve buscar se desenvolver técnica e comportamentalmente, aceitar e buscar feedback, buscar projetos com alto grau de desafio e de exposição."
A coordenadora de seleção Caroline Cobiak, da consultoria de desenvolvimento organizacional Across, explica que apesar de os trainees terem a possibilidade de conhecer todas as áreas da empresa, eles são contratados para realizar tarefas definidas. Segundo ela, ao final do programa, nem sempre os trainees assumirão um cargo de gerência. Isso porque, para ocupar tal posto, eles precisam ter maturidade. E, em muitos casos, os trainees não alcançam o amadurecimento necessário para mudar de cargo ao final de um programa. "Cabe ao trainee buscar coisas novas. O profissional que tem uma visão macro da empresa deve propor projetos. Ele não pode esperar feedback. O trainee é o responsável pela sua carreira. Ele deve estabelecer parcerias, construir seu network, aprimorar-se", ressalta a coordenadora de seleção.
Ela destaca que para assumir cargos de responsabilidade na organização, o trainee tem de estar preparado para lidar com situações adversas e deve propor soluções. "Ele deve ser pró-ativo, saber transmitir suas ideias, definir prioridades, ter capacidade analítica", observa.