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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Brasil é o segundo mais problemático na transferência de profissionais


País está atrás da China em Program Managers, segundo o ranking elaborado pela Brookfield Global Relocation Services


Um estudo realizado pela Brookfield Global Relocation Services revela que o Brasil é um dos países mais desafiadores em termos de transferência internacional de profissionais.
De acordo com o estudo, o País está em segundo no ranking, alvo de 9% das empresas e encontra-se atrás da China, que foi mencionada por 16% das companhias. A Índia aparece em terceiro lugar, com 8%.
A pesquisa também revelou que o Brasil, China, Austrália e Índia são os principais destinos entre os países emergentes para investimentos. Já entre os que mais apresentam problemas em Program Managers, o Brasil também se destaca, com o segundo lugar (10%). "Enquanto a China está em primeiro, com 14%, e a Índia aparece em terceiro, com 9%", informa o estudo.

Metodologia

A pesquisa 'Tendências para Realocações Globais' consultou mais de 123 empresas de variados portes em todo o mundo. Mais da metade das companhias entrevistadas têm sede nas Américas. Os outros 42% pertencem a Europa, Oriente Médio e África.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Rotatividade de CEOs no Brasil cresce e fica acima da média global


Segundo estudo, maior parte das substituições foi planejada e ocorreu pelo fato dos executivos não atingirem o esperado


Entre 2010 e 2011, a rotatividade de CEOs no Brasil cresceu de 16,8% para 22,8%, superando em 8,6 pontos percentuais a média global de 14,2%. Os dados fazem parte da 12ª edição da pesquisa CEO Sucession, elaborada pela Booz & Company.
De acordo com o estudo, no Brasil, a maior parte das substituições foi planejada e ocorreu pelo fato dos executivos não terem atingido os resultados esperados em um período de grande expectativa.
Além disso, revela a pesquisa, as trocas de comando aconteceram mais nas grandes empresas; isso porque a visibilidade do CEO nestas companhias é maior, o que, consequentemente, resulta em maior cobrança.
Mundo
No que diz respeito à rotatividade de CEOs nas 2.500 maiores empresas de capital aberto no mundo, o levantamento mostra que o índice de 14,2% aponta uma volta aos níveis registrados antes da recessão.
Por setor, os segmentos de energia, telecomunicações e serviços de utilidade pública foram os que mais trocaram de liderança no ano passado, 19%, 18% e 16%, respectivamente. No setor diversificado, as mudanças de liderança aconteceram a uma taxa de apenas 6%.
Em 2011, 22% dos novos CEOs vieram de fora de suas organizações, sendo que este número é significativamente maior na Europa Ocidental (31%). Apesar do grande número de executivos contratados no mercado, o estudo aponta que os CEOs promovidos dentro da empresa foram os que tiveram melhor desempenho no ano passado, gerando retornos maiores para os acionistas, 4,4% acima da média.
Chairman
Ainda conforme a pesquisa da Booz & Company, quando o assunto são os CEOs que estão deixando o cargo, em muitos casos, eles não são desligados imediatamente da empresa. Por reconhecerem a pressão enfrentada pelo nova liderança, algumas companhias optam por adotar um modelo”mentor-aprendiz”, nomeando chairman o antigo líder.
Na América do Norte, 37% dos CEOs que deixaram o cargo em movimentos de sucessão planejada foram nomeados chairmans. No Japão, este número sobe para 63%, enquanto na Europa recua para 17%.